• 19 ago 2009
  • Postado por Tiago

“Pra mim não é dessa importância toda”

Ex-secretária da Receita Lina Vieira, sobre seu encontro com a ministra Dilma Rousseff

Dilma queria ajudar Tião Viana e não Sarney

Fonte do governo revelou a esta coluna que a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) não pretendia “ajudar”, mas, sim, prejudicar a candidatura de José Sarney a presidente do Senado, quando mandou a então secretária da Receita Lina Vieira “agilizar” investigações nas empresas de Sarney. Eram os últimos dias da campanha no Senado, no final de 2008, e Lula sofria forte pressão do PT para apoiar Tião Viana (AC).

Dilma é PT

“Ninguém deve esquecer que Lula e Dilma são do PT”, lembra a fonte de primeiro escalão do governo, muito ligado ao presidente.

Tiro certeiro

Lula precisava de uma boa razão para negar apoio ao PMDB, e um “tiro certeiro” em Sarney facilitaria a vida do petista Tião no Senado.

Inexperiência

O encontro Dilma-Lina realmente ocorreu, diz a fonte do Planalto, mas a ex-secretária “não entendeu nada; a ministra queria ajudar o Tião”.

Frustração

O depoimento de Lina Vieira frustrou a oposição, que nem a defendeu como se esperava. Não se lembrar nem da data da reunião foi mortal.

Detector: Lina Vieira diz a verdade

O especialista em veracidade Mauro Nadvorny, da empresa Truster Brasil, submeteu o depoimento da ex-secretária da Receita Federal Lina Vieira a moderno sistema de detecção de mentiras, de tecnologia israelense, e concluiu, em parecer exclusivo para esta coluna, que “a sra. Lina Vieira está sendo verdadeira quando afirma que a ministra pediu a ela que agilizasse a fiscalização do filho de Sarney”.

Erenice foi lá

Lina Vieira também diz a verdade, atesta o detector, sobre Erenice Guerra (braço direito de Dilma) ir a seu gabinete combinar a reunião.

Estresse no ar

Segundo a análise de Mauro Nadvorny, estava alto o nível de estresse de Lina Vieira durante a maior parte de seu depoimento à CCJ.

Currículo

Nadvorny já auxiliou a polícia em crimes como o assalto ao Banespa. E analisa depoimentos para esta coluna, como no caso Isabela, em 2008.

Olhar eletrônico

O governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), fissurado em tecnologia da informação, monitora pela internet as trezentas obras de seu governo. Mandou instalar pelo menos duas câmeras em cada uma delas.

Tiroteio é uma prévia…

No depoimento de Lina Vieira no Senado, ontem, Tasso Jereissati (PSDB-CE) chamou de “obsessão freudiana” as constantes críticas do senador Aloizio Mercadante (PT-SP) ao governador tucano José Serra.

…da campanha de 2010

Mercadante, já irritado, rebateu: “é a mesma coisa com a ministra Dilma”, sobre as criticas à pré-candidata petista. Tasso não hesitou: “Pelo menos faria mais sentido”, arrancando gargalhadas na comissão.

Roriz fica no PMDB

O PMDB nacional dificilmente vai intervir no diretório regional do PMDB do DF, como quer o ex-senador Joaquim Roriz, por causa do apoio do partido à reeleição do governador José Roberto Arruda. Mas dirigentes nacionais já avisaram: se quiser ser candidato, Roriz terá a legenda.

Marina nas ruas

O site mulheresnopoder.com.br revelou ontem que a campanha da senadora Marina Silva para presidente está nas ruas. Até já tem cartaz, botton etc. E um site: marinasilvapresidente.org.

O todo-poderoso

Já exercendo a presidência do Conselho de Administração da Caixa, o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Nélson Machado, pode ocupar a presidência do mesmo órgão no Banco do Brasil.

Ponto positivo

Com a aprovação da MP dos municípios pela Câmara, na noite de ontem, também foi transformada em lei a proposta do deputado Eunício Oliveira (PMDB-CE) que retira qualquer peso tributário, tanto para o empregado quanto para o empregador, do plano ou seguro de saúde.

Finalmente

A Hemobrás (Empresa de Hemoderivados e Biotecnologia) explica que uma disputa judicial atrasou o início das obras da fábrica de hemoderivados em Goiana (PE), que deverá ficar pronta em 2011.

Pensando bem…

…a desmoralização do Poder Legislativo e da imprensa tem sido as “chávez” da instalação de todos os regimes autoritários.

PODER SEM PUDOR

Deputados que pererecam

O ex-deputado federal José Thomaz Nonô (PFL-AL) criticava, certa vez, as trapalhadas de líderes do governo, alterando a cada minuto a reforma tributária, e sentenciou:

– Os deputados do PT ficam só pererecando, pererecando!…

O plenário caiu na gargalhada e Paulo Delgado (PT-MG) se queimou, exigindo que ele retirasse a expressão. Nonô recomendou ao colega uma consulta dicionário. O que para Delgado era palavrão, o Aurélio esclarece: “pererecar” é “andar às tontas, desnorteado, aturdido”.

Agora, Nonô só chama Delgado de “analfabeto”.

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