• 15 out 2009
  • Postado por Tiago

“Evidentemente, isso não foi bom para a imagem do Brasil”

Reinhold Stephanes (Agricultura), sobre o ataque do MST à fazenda da Cutrale, em SP

Câmara trabalha duas vezes mais que o Senado

A Câmara dos Deputados conseguiu aprovar 184 proposições (projetos, resoluções etc) nas 280 sessões de 2009. O número é mais que o dobro das 81 que o Senado aprovou até setembro. Já matérias analisadas em caráter terminativo em comissões, as 190 aprovadas na Câmara também deveriam deixar os senadores envergonhados: no mesmo quesito, eles só transformaram em lei 25 das propostas.

Origem interna

Ao contrário do Senado, a maior parte de leis aprovadas na Câmara são de autoria dos próprios deputados federais.

Desculpa furada

Segundo a assessoria do Senado, “cálculos aritméticos simplificados não apreendem a importância do Senado para os brasileiros”. Ah, bom.

Fraude no INSS

O Tribunal de Contas da União cancelou 29.297 benefícios que estavam sendo pagos pelo INSS a falecidos. Fantasma é isso aí.

Perguntar não dá voto

Já imaginou o que faria o velho PT se lançassem às vésperas da campanha eleitoral um filme sobre a vida de Fernando Henrique?

‘Família jurídica’ em apuros no TRT-MG

O Conselho Nacional de Justiça investiga suposto envolvimento dos desembargadores do Tribunal Regional do Trabalho de Minas Gerais, Antônio Fernando Guimarães e Ricardo Mohallem, com clientes do escritório Vilhena & Vilhena. Guimarães seria amigo do dono, morando por apenas R$ 250 mensais em apartamento do filho de Paulo Emílio Vilhena. O assessor de Mohallem é filho de um sócio do escritório.

PEC no lixo

Jurista respeitado, o presidente da Câmara, deputado Michel Temer, agiu bem jogando no lixo a PEC dos Cartórios. Sujaria sua biografia.

Brasil brasileiro

Maior frigorífico do mundo, o Friboi é um dos patrocinadores do filme “Lula, o filho do Brasil”. E o presidente da empresa se filiou ao PSDB.

Declare nariz vermelho

Está na Câmara o projeto do senador Pedro Simon (PMDB-RS) permitindo usar a devolução do IR para pagar dívidas… com a Receita.

Caixa na mira do Conar

O Conar, conselho que regula a propaganda, admitiu ontem que deverá pedir a Caixa para retirar do ar o comercial na TV que diz ter “Caixa Aqui” na pequena Nova Iorque (MA), sob pena de multa. Esta coluna revelou que o posto na cidade foi fechado em 2008.

Nossa grana

Continuando a política de dar esmola com o chapéu alheio, Lula doou US$ 50 mil às vítimas das enchentes no Tadjiquistão, país situado no centro da Ásia. Já para as vítimas das enchentes no Sul…

Jogo bruto

Figurões e parlamentares ligados à “indústria de linha branca” (geladeira, fogão etc) fazem lobby pesado, até inescrupuloso, para prorrogar a isenção do IPI até dia 31 de dezembro. Sempre dá certo.

Comigo, não

O presidente da Funasa, Danilo Forte, avisa que não há força humana ou política que o obrigue a nomear pessoas sob suspeita. Disse isso ao negar a nomeação do índio Clóvis Marubo, enrolado em suposto desvio de R$ 88 milhões no Conselho Indígena do Vale do Javari (AM).

Causa perdida

O ministro José Gomes Temporão (Saúde) aceitou a tarefa, conferida por Lula, de pregar no deserto, pela recriação da CPMF sob a forma de CSS. Mas sabe que, em véspera de eleição, o fracasso o aguarda.

Velha novidade

O diretor interino da Agência Brasileira de Inteligência, Wilson Trezza, disse ontem que a Abin monitora o MST, como esta coluna revelou há três anos. E violência do MST ninguém segura.

Dor no bolso

O neotucano ex-prefeito de São Bernardo (SP), William Dib, vai recorrer, mas terá que se coçar para pagar R$23,7 mil por contratar sem licitação, duas vezes, a empresa de limpeza Pérola Comércio.

Má notícia

O senador Adelmir Santana (DEM-DF) almoçava ontem no restaurantes Lake’s, em Brasília, quando teve de sair às pressas, ao receber uma má notícia, o falecimento de sua mãe.

Pensando bem…

…está na hora de o Brasil transformar a embaixada em Honduras, que hoje completa 25 dias invadida, no “museu Zelaya”.

PODER SEM PUDOR
Morrer na ignorância, não

Sem candidato forte às eleições presidenciais de 1989, o PMDB hesitava entre Ulysses Guimarães, Waldyr Pires e Íris Rezende, quando Antônio Britto, José Fogaça e Dante de Oliveira foram ao Recife consultar Miguel Arraes. Ouviram o governador de Pernambuco durante cinco horas, com seu jeito engrolado de falar, e foram embora. Na volta, uma forte turbulência provocou pânico a bordo do jatinho. Dante tentou descontrair, sem êxito:

– O pior é que a gente vai morrer sem fazer ideia do que o Arraes falou!…

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