• 10 nov 2009
  • Postado por Tiago

“Não há mais disposição”

Senado Álvaro Dias (PSDB-PR), sobre o papel da oposição na CPI da Petrobras, que idealizou

Reforma do Senado enrola, mas não corta

A redução de gastos com pessoal prometida pela reforma administrativa do Senado na verdade pouco reduz: não serão afetados os bolsos dos servidores que exercem função inerente ao cargo, à lotação ou à produtividade. É que os artigos 414 a 416 da reforma obrigam o Senado a pagar a diferença no salário, de maneira “provisória”, incorporando-a ao saldo. Muitos dos funcionários comissionados não vão perder a boquinha.

Só muda o nome

Assessores Jurídicos, Analistas, Técnicos, a Polícia Legislativa e a diretoria do Senado não vão perceber cortes em seus salários.

Exemplo

Um subchefe de gabinete no Senado que recebe gratificação FC-7 perderá a grana mensal, mas não um analista na mesma situação.

Olá, enfermeira

Depois da reforma administrativa continua valendo o ato nº 7/2009 que criou o FC-6 para enfermeiros. Devem receber entre R$ 5 e R$ 7 mil.

Nossa grana

Servidores do Senado que recebem FC-7 ganham entre R$ 10 mil e R$ 13 mil, FC-8 entre R$ 13 mil e R$ 15 mil e FC-9 entre R$ 15 e R$ 18 mil.

Lição de anatomia do dono da Uniban

É da tradicional família Pinto, do ABC, a Uniban, que expulsou a aluna de minivestido, perseguida por uma turba de colegas. O dono, Heitor Pinto e Silva, criticou a reforma proposta pelo Ministério da Educação, em 2005: “Temos que criar brasileiros com liderança na escola e na educação.” Ex-candidato a vice na chapa de Paulo Maluf para o governo paulista, em 2002, Heitor tinha quatro inquéritos policiais, duas condenações e 59 processos de ex-funcionários – as únicas que ainda não teriam prescrito.

Eu e eu mesmo

Lula levantou uma polêmica com ele mesmo, dizendo que é “burrice achar que se adquire inteligência na universidade”. Ninguém disse.

‘Estratégias estratégicas’

A melhor solução para a segurança do Rio nas Olimpíadas: os turistas entram e os moradores saem.

Pensando bem…

…deve ter sido um aloprado petista o estrategista do marketing da Uniban, que culminou na expulsão da aluna vítima de xiitas.

É ‘regimental’

Às quintas, e só às quintas, os parlamentares podem registrar presença no Congresso a partir das 7h da matina. Assinam o ponto, fingindo que estão trabalhando, e ficam liberados para correr ao aeroporto.

Doido por holofote

Por pouco o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) não dá outro show após a cueca vermelha. Prometeu ao “CQC””, da Band, beijar em público a durona ministra Dilma. Foi dissuadido por um deputado do PT.

Enfim, um crítico

Lula criticou a escala de folgas da Polícia Militar do DF, obtida ao longo dos anos pelo lobby de políticos ligados à corporação. O presidente acha absurdas 72 horas de folga para quem trabalha doze horas.

Natimorta

A oposição finalmente abandona nesta terça a CPI da Petrobras, que morre sem investigar os 60 mil contratos sem licitação da estatal, nem maracutaias como o superfaturamento na refinaria de Abreu e Lima.

Atento e alerta

É muita coincidência a Polícia Federal, comandada pelo companheiro-candidato Tarso Genro, revelar acusações ao irmão do presidente do Tribunal de Contas da União dias depois de Lula investir contra o TCU.

Sem promiscuidade

Para o presidente da Confederação dos Trabalhadores em Bancos e Seguros, Lourenço Prado, centrais sindicais não devem se atrelar ao governo: “governo é governo, sindicato é sindicato e patrão é patrão”.

Está tudo dominado

Especialista da Fundação Método, em Bogotá, o colombiano Luis Jorge Garay alertou ontem, na agência Efe, que no Brasil, tal como na Colômbia no passado, o narcotráfico já se infiltra nas estruturas do Estado, corrompendo autoridades através da chamada “narcopolítica”.

Nada disso

A Cia. Energética de Pernambuco nega que seja irregular o contrato de consultoria com o ex-presidente da Aneel José Mario Abdo e sua empresa AEA. E insiste que o reajuste de 33% da Celpe também é legal.

Mano a mano

Ainda bem que Lula não vai perguntar ao porralouca Ahmadinejad, no dia 23, como funciona a lei islâmica de cortar as mãos dos ladrões.

PODER SEM PUDOR
Mestre enrolador

Antes de ser deputado federal e ministro da Previdência, Ricardo Berzoini chefiou o setor de despacho de malotes do Banco do Brasil na regional Santo Amaro (SP). Quando a situação apertava, precisando enrolar sem irritar o cliente, os funcionários apelavam: “Manda para o Berzoini que ele dá um jeito.” A fama de pôr gente em fila, dar nó em fumaça e esquecer malote na gaveta cresceu tanto, que virou bordão.

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