• 01 dez 2009
  • Postado por Tiago

“De onde menos se espera é que não vem nada mesmo”

Pedro Simon, que lançou ontem o governador maluquinho Roberto Requião a presidente

PF procura R$ 400 mil em cédulas marcadas

A Operação Caixa de Pandora da Polícia Federal foi deflagrada depois que Durval Barbosa, já colaborando com a Justiça, gravou políticos e autoridades recebendo dele propinas no valor R$ 400 mil, por suposta determinação do governador José Roberto Arruda. As gravações começaram em 21 de outubro último e todo o dinheiro, marcado pela PF, foi objeto dos mandados de busca e apreensão de sexta-feira (27).

Batom na cueca

Ao cumprir a busca e apreensão, a PF vasculhou gabinetes e casas à procura de cédulas de R$ 50 e R$ 100 que estavam marcadas.

Chave de cadeia

O Instituto de Criminalística da PF examina os R$ 700 mil apreendidos. Quem foi encontrado com dinheiro marcado corre o risco de ir em cana.

Apreensão

Com o secretário de Educação, José Luiz Valente, a PF achou mais de R$ 1 mil em notas de R$ 50 e R$ 100. Ele garante que é grana limpa.

Duas cédulas

A Polícia Federal realizou junto ao deputado Pedro do Ovo (PRB) a menor apreensão de dinheiro: duas cédulas de R$ 50, em sua carteira.

Pressionados

O diretor de Licenciamento Ambiental do Ibama, Sebastião Pires, e o coordenador geral de Infraestrutura Elétrica, Leozildo Benjamin, pediram demissão, cansados de serem pressionados pelo governo federal a liberar a licença ambiental da hidrelétrica de Belo Monte (PA), a maior obra do mundo. Segundo Leozildo “chega esse ou aquele ministro, promete que [a decisão] vai sair tal dia e, se não sai, a culpa é do Ibama”.

Ministros holofote

“As autoridades gostam muito de aparecer na mídia, mas deveriam pensar duas vezes antes de anunciar qualquer decisão,” avisa Benjamin.

Custo de um apoio

Durval Barbosa disse ao MPF que o apoio do ex-governador Benedito Domingos (PP) ao candidato Arruda, em 2006, custou R$ 6 milhões.

Arte comemorativa

A arte Santa Marcelina vai celebrar seus 30 anos com uma exposição comemorativa em Brasília, na QI 5 do Lago Sul, entre os dias 2 e 6.

A volta dos gafanhotos

O presidente da Assembleia Legislativa de Roraima, Messias de Jesus, faz “campanha” no TSE pela cassação do governador Anchieta Jr. (PSDB). Messias acha que herdará o cargo. Ele é muito ligado ao ex-governador Neudo Campos, que foi preso pela Operação Gafanhoto.

Fora de cena

Após jogar lama no ventilador, o ex-delegado Durval Barbosa saiu de Brasília para ficar, sob forte escolta policial, na fazenda de um amigo, em Goiás, antes de entrar no Programa de Proteção a Testemunhas.

‘Traição’

No depoimento espontâneo ao Ministério Público Federal, em 17 de setembro, Durval Barbosa explicou por que decidiu gravar todo mundo: temia ser traído por Arruda, após a eleição e “foi o que aconteceu”.

A mágoa de Durval

Durval contou ao MPF que sua família foi desfeita pelas perseguições que atribui ao governador José Roberto Arruda. A ex-mulher “não entendia por que se falava em dinheiro desviado se ela vivia limitada financeiramente”. Eles têm dois filhos, de quatro anos e um ano e meio.

Roriz assuntando

Ele adora a comparação: como Getúlio Vargas em seu tempo, o ex-governador Joaquim Roriz (PSC) aguarda o desfecho do escândalo do DEMsalão na varanda de sua fazenda, em Luziânia (GO).

De olho em 2010

O PSDB teme que a retirada de apoio ao DEM no DF prejudique a candidatura tucana a presidente. Por isso, segundo o senador Sérgio Guerra, o PSDB decidiu “desencostar para não se contagiar”.

Lado B

Os deputados distritais do PSDB Raimundo Ribeiro e Milton Barbosa, este irmão do denunciando Durval Barbosa, devem apoiar a proposta de impeachment do governador do DF, José Roberto Arruda (DEM).

Internacional

O escândalo revelado pela Operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal, no governo do Distrito Federal, foi destaque em jornais da China e até do Qatar, que chamam o caso de “rede de corrupção”.

Pensando bem…

… nem Pandora imaginava o que iam achar dentro da Caixa do governo do Distrito Federal.

PODER SEM PUDOR

Raposas mineiras

José Maria Alckimin era simpático, cumprimentava todo mundo. Certa vez, ao entrar no elevador da Câmara dos Deputados, notou que o ascensorista era novato. Puxou conversa, descobriu que era um mineiro, seu eleitor e insinuou que o reconhecera. Ao despedir-se, fez a pergunta clássica:

– Como é mesmo o seu nome completo?

O rapaz mostrou que esperteza política não é privativa de velhas raposas:

– Qual é mesmo a parte do meu nome que o senhor se lembra?

Os dois caíram na gargalhada.

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