• 09 dez 2009
  • Postado por Tiago

“Daí a desilusão de muitos, a descrença de tantos”

Senador Valter Pereira (PMDB-MS), sobre o escândalo do “DEMsalão” no DF

PSB cortejava Arruda na véspera do escândalo

Na véspera da Operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal, que explodiu o governo do DF, José Roberto Arruda recebeu em almoço o presidenciável Ciro Gomes e o deputado Rodrigo Rollemberg (DF), líder do PSB na Câmara. Cinco dias antes o PSB formalizara seu apoio ao governo Arruda, indicando o titular da Emater. Apesar disso o partido de Ciro Gomes fez cara de fedor e rompeu com o governador.

Era eu, mas não era eu

Rodrigo Rollemberg afirma que a visita dele e Ciro Gomes a Arruda foi “cortesia” e quer que acreditemos: “nada de política foi tratado”. Anrã.

Sem-partido

Arruda sabe que está fora do DEM, mas não desistirá do governo. Ele se articula para tentar se manter no cargo até o final do mandato.

Tenham dó

A tendência é a expulsão, mas os deputados Rodrigo Maia (RJ) e ACM Neto (BA) não escondem dos correligionários a compaixão por Arruda.

Casa arrombada

Neste momento, o que interessa ao DEM é “retomar o discurso ético”, arrumar a própria casa para depois fustigar o mensalão dos outros.

Arruda quer mudar Câmara para evitar recesso

O presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal, Leonardo Prudente, aquele que enfiou dinheiro até nas meias, está sob pressão para renunciar. O governador José Roberto Arruda (DEM) quer o presidente interino, Cabo Patrício (PT), fora do cargo, tirando dele o poder de convocar os deputados distritais para sessões extraordinárias durante o recesso parlamentar, que começa na próxima terça (15).

Calma Pandora

A base aliada do governo do Distrito Federal aposta no recesso parlamentar para que os ânimos se acalmem e a poeira baixe no DF.

Os mais cotados

Se Prudente renunciar, a Câmara elegerá logo um substituto, talvez até sexta. Estão cotados Alírio Neto (PPS) e Raimundo Ribeiro (PSDB).

Lupa

Uma força-tarefa do Tribunal de Contas da União monitora os gastos do Datasus, o banco de dados do Sistema Único de Saúde.

É só fachada

O rompimento dos partidos com Arruda é só de fachada: ex-secretários saíram apenas formalmente, mas na prática continuam mandando e suas equipes, indicadas pelos partidos, trabalham normalmente.

Fala que eu te escuto

Quem tem celular, tem medo. Para entrar no gabinete de Gilberto Carvalho, secretário particular de Lula, os visitantes são convidados a deixar o celular na sala de espera. Tem até detector de abelhudos.

Desconfiança

O deputado Paulinho da Força (PDT-SP) não aposta um tostão furado em pesquisas que dão o governador paulista José Serra (PSDB) na liderança folgada para presidente: “Ele não está com essa bola toda…”

Gestão do ócio

A garagem coberta do Senado tem 234 vagas, mas distribuíram 300 cartões de acesso. E dezenas de servidores chegam a passar horas na fila, “trabalhando” enquanto esperam vaga. E o contribuinte, ó…

Papo furado

A “modernização” do Ministério da Defesa é só conversa mole. Ou o ministro Nelson Jobim não deseja que se saiba oficialmente o que ele anda fazendo. O site do ministério está fora do ar há semanas.

Marcar a nota, não dá

Armadinho, que é da família Macedo, criadora do trio elétrico, deu a Lula uma guitarra baiana, durante recente visita dele a Salvador. Mas a dúvida faz a delícia dos baianos, nas mesas de bar: como Lula vai marcar a nota (o mindinho é que marca), se só tem quatro dedos?

30 anos esta quarta

Atuante nos tribunais superiores, em Brasília, o alagoano Messias de Souza será homenageado nesta quara-feira, no conselho federal da OAB, pelos trinta anos de advocacia e de vida pública.

Não sobraria ninguém

O prefeito de Cabul, Mir Abdul Ahad Sahebi, foi condenado a quatro anos de prisão por desviar US$ 16 mil. Ah, se o Brasil conseguisse ser mais como o Afeganistão…

Pensando bem…

…agora, no Brasil, para enfrentar crises motivadas por denúncias de corrupção, as tropas de choque cedem lugar às tropas de cheque.

PODER SEM PUDOR
Berço esplêndido

Jânio Quadros era governador de São Paulo, em 1957, e vivia recusando presentes, por razões éticas. Mas certa vez abriu exceção, para um colchão de molas oferecido a sua filha Tutu, então com 12 anos, por um fabricante, a quem Jânio agradeceu por meio de um dos seus peculiares bilhetes:

– Muito agradeço o colchão enviado a Tutu, que dormirá, agora. Vai ser um berço esplêndido para esta brasileirinha, enquanto o pai dorme, à semelhança de um faquir, sobre pregos e espinhos. Felicidades. Aliás, pode ficar tranqüilo. Se há indústria que progride neste país é a do sono.

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