• 14 dez 2009
  • Postado por Tiago

“Só uma radical reforma será capaz de conter a corrupção”

Líder do PSDB na Câmara dos Deputados, José Aníbal, criticando a classe política

No DF, lobby faz de lojistas fiscais de cartões

Suspeita de vender leis distritais, a Câmara Legislativa do DF faz qualquer negócio, até legisla sobre questões federais: agora, uma nova lei, obtida pelo lobby das administradoras de cartões de crédito, obriga os lojistas do DF a cadastrar a clientela, com fotografia. A lei condiciona pagamentos com cartões de crédito e débito à existência do cadastro. E o lojista só recebe o dinheiro se o cliente reconhecer a compra.

Risco zero

A lei distrital, tão generosa com as administradoras, transfere ao lojista os riscos do negócio. O risco agora é zero para os cartões, no DF.

Relação leonina

Lojistas pagam no mínimo 4% do valor da venda às administradoras a pretexto de “compensar o risco” de inadimplência e de cartão roubado.

Pagou, levou

Empresas de ônibus do DF compraram uma lei que obriga o governo a transferir R$ 8 milhões por mês ao setor pelo “passe-livre estudantil”.

Denúncia

Quem denunciou a compra da “lei do passe-livre” foi o ex-senador Valmir Amaral, dono de uma empresa de ônibus em Brasília.

Câmara contrata fotógrafo por R$ 560 mil

A Câmara dos Deputados contratou por R$ 560 mil uma micro empresa para serviços de “fotodocumentação jornalística” durante um ano. A assessoria da Casa enrolou: primeiro disse que o contrato não existia e depois explicou que o valor “será dividido entre dez profissionais”. Ah, bom. Mas é assinado por um único profissional que atua como “micro-empresa”. O piso salarial para fotógrafos é R$ 1.600 mensais no DF.

Estranho, é

A contratada pela Câmara vai ganhar R$ 560 mil para tirar fotografias, mas a lei limita o faturamento de micro-empresa em R$ 240 mil.

Não tá comigo

A Câmara dos Deputados fez questão de informar que o contrato com a micro empresa de fotógrafos “foi baseado na Lei de Licitações”.

Congestionado

O Ministério Público Federal do Maranhão deve ser o mais operoso do País: quando desocupa, o telefone não atende ou cai no fax. Afe.

Substituto

O presidente da Conab, Wagner Rossi, é o mais cotado para ser nomeado como o substituto de Reinhold Stephanes, no Ministério da Agricultura. O ministro já anunciou que deixa a pasta em março.

Longa relação

É grande o rebuliço com a suposta “iminente separação” do casal José Serra. O governador tucano, atualmente com 67 anos de idade, está casado com chilena Mônica Serra há 44.

Dia D

O Tribunal de Justiça da Paraíba decide amanhã (15) se o ex-deputado federal e ex-governador Ronaldo Cunha Lima (PSDB) vai a júri popular pela tentativa de homicídio do também ex-governador Tarcísio Burity, em 1993. Ronaldo renunciou ao mandato em 2007.

Blog do Bigode

O site do Senado virou uma espécie de diário oficial. Informação, só se for positiva, além de contestação de antigas notícias, agenda “sem agenda” de quem está de licença, artigos de José Sarney etc.

Nada prudente

Pura maldade. Entre os democratas, o deputado da meia cheia de dinheiro, Leonardo Prudente (DF), é chamado de Delúbio. É aquele que todo mundo tem coragem de expulsar do partido.

Mão de vaca

Projeto na Câmara descriminaliza o “pendura” em hotéis, restaurantes e meios de transporte. Levará em conta a “presunção de inocência” de se descobrir “liso” na hora H. Só não dá para pedir carona na FAB…

Devo, não nego

A Secretaria de Cultura do DF deve quase R$ 1 milhão para a Câmara do Livro. A verba iria para a Feira do Livro de Brasília, que foi realizada em novembro, mas até hoje os organizadores não viram sequer R$ 1.

Mensagem para você

Rodapé nos e-mails do engenheiro paranaense Thomas Fendel, que luta para implantar no Brasil o carro movido a óleo vegetal, que criou sem qualquer ajuda: “Trabalhe com vontade. Lembre-se: milhões de pessoas vivem de Bolsas-Voto-Família e dependem de você.”

Pensando bem…

…a residência oficial do governador do DF é conhecida por Águas Claras, mas pode chamá-la de Águas Turvas.

PODER SEM PUDOR

Madeiras queimadas

Em campanha para a prefeitura de São Paulo, em 1985, Jânio Quadros foi procurado pelo seu vice, Artur Alves Pinto, com severas restrições a alguns políticos que apoiavam a candidatura. Jânio ponderou:

– Eleição, meu caro, é uma grande fogueira. Nela, há lugar para madeira de toda qualidade.
O vice não se impressionou com a imagem, e Jânio ensinou:

– Fique tranqüilo: na administração, a gente separa as madeiras.

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