• 12 jan 2010
  • Postado por Tiago

“…é um direito constitucional e tenho um dever a cumprir”

Leonardo Prudente, presidente da Câmara do DF, ignorando o dever da renúncia

DF: contrato milionário sem licitação na Saúde

A Secretaria de Saúde do DF mantém contrato há mais de seis anos, recém-prorrogado sem licitação, com a empresa Sanoli Ind. e Comércio de Alimentação, para fornecer refeições a pacientes, acompanhantes e funcionários de hospitais. Segundo o Sistema Integrado de Gestão Governamental do DF (Siggo), só em 2009 foram pagos R$ 64 milhões. Renovado em novembro até maio, o contrato renderá R$ 35,5 milhões.

Digitais

O contrato foi prorrogado na gestão de Augusto Carvalho, deputado do PPS enrolado na Caixa de Pandora. A Sanoli garante que é tudo legal.

Silêncio

Ao expirar, em 2009, o contrato já havia rendido R$ 200 milhões, estima o deputado Chico Leite (PT). A secretaria de Saúde não se pronunciou.

O sem-votos

O ministro Carlos Lupi (Trabalho) não será candidato nem a deputado. Seus amigos do PDT temiam uma votação medíocre, no Rio.

Banditismo

Hackers tentaram invadir o portal de Veja, para inviabilizar o acesso às criticas da revista aos costumes políticos. Foram barrados.

Decreto de Lula ignora vítimas do terrorismo

O “3º Programa de Direitos Humanos”, que Lula assinou sem ler, não prevê a revisão de casos como o de Mário Kozel, um garoto de 18 anos morto em junho de 1968 pela Vanguarda Popular Revolucionária, que explodiu um caminhão com 15kg de dinamite na porta do II Exército, em São Paulo. Mário era só um sentinela. Seu pai morreu de desgosto e a mãe passou a receber pensão de R$ 330 apenas 40 anos depois.

Indignidade

A Comissão de Anistia do Ministério da Justiça premiou os algozes do sentinela Mário Kozel: R$400 mil de “atrasados” e R$ 1700 de pensão.

Injustiça

Orlando Lovecchio teve a perna arrancada por uma bomba da Aliança Libertadora Nacional em 1968. A comissão de anistia não o indenizou.

Distorção

A pensão especial de Orlando Lovecchio, de R$ 571, é um terço do valor da indenização atribuía pela Comissão de Anistia a seus algozes.

Viagem na maionese

Dentre as coisas mais bizarras, no decreto do “3º Programa de Direitos Humanos”, está a “regulamentação” de mandados judiciais de reintegração de posse. Esses sujeitos são loucos. Ou ignorantes?

Clandestino

Em nota oficial, o secretário Paulo Vanuchi disse que o decreto de sua distorcida visão sobre direitos humanos resultou de “amplo debate na sociedade”. Lorota. A menos que tenha ocorrido na clandestinidade.

Outra cascata?

Em discurso colérico, o senador tucano Arthur Virgílio previu em outubro de 2008 que o governador do Amazonas, Eduardo Braga, estaria preso por corrupção “em 18 meses”. Já se passaram quinze.

Alheamento

O número de manifestantes contra o governador, ontem, em Brasília, foi constrangedor de tão pequeno, uns 15. Vexame igual só o dos apoiadores, laçados na periferia e levados à Câmara como gado.

Missão impossível

Para o inquérito policial da operação Caixa da Pandora virar processo contra José Roberto Arruda, será necessária a autorização da câmara presidida pelo deputado da grana nas meias. Sem chances.

Visita frustrada

O governador José Roberto Arruda convidou os representantes das redes de televisão para visitar ontem as obras da antena de tevê digital de Brasília. Ele não apareceu. Tampouco os principais convidados.

Sucessão

Com o retorno dos trabalhos no Ministério Público do DF, começam as discussões para a sucessão do procurador-geral, Leonardo Bandarra. Promotores querem que o próximo fique longe do governador Arruda.

Jovem decepção

Leonardo Bandarra era muito admirado pelos colegas, por ser jovem e cheio de projetos e sonhos, mas agora ele enfrenta um inferno astral por sua aproximação de Arruda. A escolha será em maio.

É fria

Está na hora de uma demorada visita dos eco-picaretas aos ursos que, segundo eles, estariam ameaçados pelo “derretimento da calota polar”.

PODER SEM PUDOR

Candidato dorminhoco

Chefe da UDN em São José do Egito (PE), Inácio Valadares atacava Jarbas Maranhão, candidato do PSD ao governo do estado em 1958:

– Como o homem que levanta com o sol a pino pode governar Pernambuco?

Na eleição seguinte, em 1962, Valadares resolveu apoiar o mesmo Maranhão, o dorminhoco, candidato ao senado. Num comício, explicou-se:

– Eu dizia que não podia votar no Maranhão porque ele acorda tarde. Mas, para o senado, pode. Eles só começam a trabalhar depois das 11h…

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