• 13 jan 2010
  • Postado por Tiago

“Há uma grande confusão dentro do próprio governo [federal]…”

Governador José Serra (PSDB) embromando, sem tomar posição sobre o polêmico decreto

Crise militar recrudesce no governo

Há algo no ar, além dos caças Rafale e do decreto voador: o comandante da Marinha, almirante Júlio Moura Neto, estava no Rio e foi chamado às pressas ontem a Brasília. O adiamento da audiência do ministro da Defesa e o presidente Lula provocou desconforto entre os chefes militares. É que o Palácio do Planalto vazou que Lula considerou “chantagem” a ameaça de demissão de Nelson Jobim.

A ameaça

Jobim cogitou entregar o cargo caso não fosse revisto o plano Nacional de Direitos Humanos.

Nova reunião

Lula marcou reunião com Nelson Jobim e Paulo Vanuchi (Direitos Humanos) até sexta-feira.

Mesmo saco

A rigor, os presidenciáveis José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV) não se posicionaram sobre o decreto petista “dos direitos dos mano”.

AI-5 petista

O leitor catarinense Irineu Deliberali explica a sigla “AI-51 de Lula” para o tal “plano de direitos humanos” do PT: “A” da aloprado e “I” de Inácio.

Saúde no DF tem 640 mil refeições por mês

O contrato da secretaria de Saúde do DF com a empresa Sanoli Indústria e Comércio de Alimentação, no valor de R$ 70 milhões por ano, prevê o fornecimento de 640 mil refeições mensais a pacientes e funcionários na chamada “rede pública de saúde”, composta de 16 hospitais. O maior deles tem só 797 leitos. Por meio ano de contrato, que foi prorrogado até maio, a empresa receberá R$ 35,5 milhões.

Justiça seja feita

A aversão à concorrência não é da Sanoli, mas da secretaria de Saúde, que ignorou os ofícios da empresa, insistindo em nova licitação.

Vento na popa

O polo industrial de Manaus faturou US$ 2,8 bilhões em novembro, contra US$ 2,1 bilhões no mesmo período de 2008. Cresceu 37,6%.

Mala sem alça

Há exatos 115 dias o desocupado Manuel Zelaya está por nossa conta na Casa da Mãe Joana, isto é, a embaixada do Brasil em Honduras.

Tô fora

O senador Cristovam Buarque não disputará o governo do DF. Avisou ao PDT que renunciaria logo na primeira greve de professores – cujas paralisações anuais já fazem parte do calendário de folgas da classe.

Põe o tubo…

A julgar pelas três ambulâncias estacionadas ontem à porta do local que sediou mais um factóide do “Minha Casa, Minha Vida”, em Brasília, o programa habitacional do governo Lula deve estar na UTI.

Piso para PMs

Lula recebeu ontem o senador Renan Calheiros, para discutir o projeto do piso nacional para policiais militares, que será pago em parte pelo seu governo. Não será o do DF (R$ 5200), mas pode ficar em R$ 3300.

Quem matou José Guilherme?

Completam-se nesta quinta-feira 150 dias do brutal assassinato do ex-ministro do TSE, José Guilherme Villela, de sua mulher Maria e da empregada Francisca. E a polícia Civil do DF continua na estaca zero.

Contracheque sem fundos

A universidade de Brasília deixou de pagar as férias de alguns professores no dia 4 deste mês. Mas o aviso de pagamento tava lá, no contracheque. A UnB informou que vai depositar a grana sexta-feira.

Só faltou cair neve

Sergipe sofreu ontem um forte temporal, que atingiu até municípios do sertão de terra rachada. “Desse jeito o sertão vai acabar virando mar”, comentou o ilustre sergipano Cezar Britto, presidente nacional da OAB.

Rafale na cabeça

Entre o que pensa torneiro mecânico que assina sem ler e os técnicos da Aeronáutica, vai prevalecer o comprometimento de Lula com essa compra: o Brasil deve oficializar ainda este mês a opção pelos caças franceses Rafale, como Lula já havia prometido a Nicholas Sarkozy.

Enquadrados

Sabe o que vai acontecer nos quartéis da Aeronáutica, após o presidente Lula anunciar sua opção pelos caças franceses Rafale? Nadica de nada: os militares da FAB vão ficar pianinho, mudos.

Sim, senhor

A frase de Getúlio Vargas sobre o temor de amigos dele à reação dos quartéis, tem sido repetida no Planalto: “Militares batem continência”.

PODER SEM PUDOR
O preço do desafio

Dono da língua mais afiada do seu tempo, o deputado Carlos Lacerda foi surpreendido, no plenário, pela queixa do deputado Napoleão Nono (CE) sobre a referência do parlamentar do Rio de Janeiro a “cearenses contrabandistas”. Nonô falou com firmeza:

– A bancada do Ceará protesta contra a acusação!

E experimentou o fel que escorria no canto da boca de Lacerda:

– Eu não disse que os cearenses são contrabandistas, deputado Napoleão. Eu disse que há cearenses que fazem contrabando. Entre os quais, data vênia, incluo Vossa Excelência…

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