• 16 jan 2010
  • Postado por Tiago

“Foi o pior dia da minha vida. A gente não podia fazer nada”

Cabo Carlos Pimentel de Almeida, do 5º Batalhão de Infantaria, que servia no Haiti

‘Direito Penal mínimo’ estimula o crime no DF

Edmar Ramos, 24, e Lucas Nunes, 19, têm em comum, além da opção pelo crime, o gosto de atirar covardemente no rosto de suas vitimas. Têm também em comum o benefício do princípio do “Direito Penal mínimo”, em voga no Brasil. Soltos, voltaram a praticar crimes. Ontem, num ônibus, em Brasília, Edmar “bateu” o revólver de um policial militar e atirou no rosto dele. Estava sob o benefício do regime semi-aberto.

Cruel covardia

Em prisão domiciliar desde 23 de dezembro, Lucas cometeu o terceiro crime em poucos dias: atirou no rosto do comerciante que assaltou.

O crime compensa

Lucas, 19, o bandido que atirou no comerciante, cumpriu só um dos 6 anos de condenação por assalto. O “Direito Penal mínimo” o soltou.

Para a Justiça, ‘anjos’

Edmar e Lucas são usuários de drogas, com “passagens pela polícia” até por latrocínio, mas, cega, a Justiça não viu problema em soltá-los.

Capital da impunidade

No DF, dos cerca de 7.300 sentenciados a cumprir prisão em regime fechado, só 1.200 estão na penitenciária. É o “Direito Penal mínimo”.

Gol desrespeita clientela e Anac se omite

O voo GOL 1469, Brasília-Rio, quinta (14), deveria decolar às 22h30, mas saiu à 1h da madrugada. Sem motivo, o piloto arremeteu antes de pousar no Galeão e foi parar Guarulhos (SP), onde oitenta passageiros embarcaram. Ficou claro o porquê da “arremetida”. Quem saiu de Brasília para chegar no Rio antes da meia-noite, pousou às 5h30. Sem pedido de desculpas. Nem sinal da Agencia Nacional de Aviação Civil.

Demorou

O presidente Lula levou 72 horas para elogiar os bravos militares brasileiros que tombaram no Haiti, durante a missão inventada por ele.

Proteção

O Comando do Exército tenta sensibilizar Lula a priorizar a assistência material e psicológica às famílias dos militares mortos.

Preocupação

A bela e talentosa atriz Christine Fernandes, a médica Ariane na novela “Viver a Vida”, ainda está aflita: seu irmão Leo estava no Haiti.

Macunaíma

O deputado tucano José Aníbal (SP) conserva solene desprezo por dois figurões do seu partido: José Serra e FHC, “o Macunaíma que deu certo”, segundo ele definiu o ex-presidente para uma amiga.

Dilma mostra a cara

Os marqueteiros já estudam como descolar um pouco a candidata a presidente Dilma Rousseff do presidente Lula. Avaliam que é chegada a hora de ela mostrar a própria “identidade”, propostas e a que veio.

Novo encontro

O governador José Serra encontrou o colega Aécio Neves, esta semana, em Brasília, e sapecou um “vamos conversar”, sobre a disputa presidencial. E disse que visitaria o governador mineiro em BH.

Sucessão

O presidente da Associação do Ministério Público do DF, Carlos Alberto Cantarutti, será um dos candidatos à sucessão do procurador-geral de Justiça do DF, Leonardo Bandarra, com grandes chances de vencer.

Força brasileira

A gigante Vale, orgulho dos brasileiros, negocia a compra da operação da empresa americana de fertilizantes Bunge. O valor do negócio, um dos maiores dos últimos tempos, pode chegar a US$ 3,8 bilhões.

Desaparecido

Ainda está desaparecido o tenente da Polícia Militar do Distrito Federal Cleiton Batista Neiva, que é boina azul das Nações Unidas no Haiti. Ele é um dos encarregados do serviço de segurança no país.

Caça às bruxas

Como os “camisas negras” de Mussolini ou a juventude nazista de Hitler, pistoleiros virtuais vinculados ao PT e pagos por estatais, listam e insultam na internet jornalistas que ousam criticar o governo Lula.

Brasil online

O Brasil e a Rússia são os maiores centros de origens de ataques cibernéticos, segundo a empresa Akamai, especialista em internet. Os dois países são responsáveis por 22% dos ataques em todo o mundo.

Pensando bem…

… o ano novo ainda nem começou.

PODER SEM PUDOR

Música no traseiro

Certa vez, em pleno regime militar, ao noticiar o aniversário do golpe de 1964, o Jornal de Alagoas, órgão Associado, referiu-se à exibição de banda de música no 20º Batalhão de Caçadores. Mas a nota saiu truncada: em lugar de banda, saiu “bunda”. Convocado a se explicar no Exército, Arnoldo Jambo, diretor e jornalista brilhante, garantiu que o erro foi involuntário.

– Coronel, no fundo, não houve erro – disse, ao despedir-se do comandante.

– Como não houve erro, seu Jambo? – reagiu o militar.

– Porque no fundo, no fundo, bunda tem duas bandas…

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