• 19 maio 2009
  • Postado por Tiago

“Isso tudo aí é briga política. Se chama 2010”

Ministro Nelson Jobim (Defesa), sobre a criação da CPI da Petrobras no Senado

Lobby dos combustíveis lutou contra CPI

O senador de oposição Adelmir Santana (DEM-DF) causou espanto ao retirar apoio à CPI da Petrobras. Fonte do governo revelou que ele cedeu à pressão do presidente da Fecombustíveis, Gil Siuffo, diretor de da Confederação Nacional do Comércio, e de Antônio Matias, seu amigo, empresário do setor. Presidente da Fecomércio-DF, Santana diz haver decidido ao perceber que “a CPI era do interesse apenas do PSDB”.

Decisão

Adelmir Santana diz que “ninguém também me obrigou a tomar tal decisão. Foi uma atitude minha e ponto final”.

Por pouco

No total, o governo conseguiu cinco desistências das seis necessárias para inviabilizar a CPI da Petrobras.

DEM e PSDB

O governo contava com as desistências, no DEM, de Heráclito Fortes (PI) e Maria do Carmo (SE) e, no PSDB, de João Tenório (AL). Faltou o sexto.

Conto do toma-lá

Cristovam Buarque (PDT-DF) recuou na CPI da Petrobras em troca do apoio governista à sua “CPI do Apagão Intelectual”. Diz ter sido traído.

Ex-senador de Sergipe pode presidir o PT

Após a desistência de Gilberto Carvalho, chefe de gabinete do presidente Lula, deve sobrar para o ex-senador José Eduardo Dutra (SE) a presidência nacional do Partido dos Trabalhadores. Ele chegou a presidir a Petrobras e, derrotado nas urnas, após um período sem ocupação definida, ganhou a presidência da BR Distribuidora. Se Dutra aceitar assumir a presidência do PT, deverá abandonar o cargo que hoje ocupa.

Ato de coragem

Fazendo quimioterapia, a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) já usa peruca. Preferiu raspar a cabeça a esperar que os cabelos caíssem.

Torrando 21

As contas de telefones fixo e celular dos deputados federais somam R$ 3,7 milhões por mês só em interurbanos, na Embratel.

Aeroporto Cali

O aeroporto de Fernando de Noronha deve ser batizado de Deputado Carlos Wilson. A proposta é do deputado estadual Alberto Feitosa (PE).

Ameaça de morte

O senador Magno Malta (PR-ES), presidente da CPI da Pedofilia, recebeu ameaça de morte através do serviço 0800 do Senado. O homem admitiu ser pedófilo e avisou à secretária da central telefônica que “não tem medo” e iria matar Malta. A Polícia Federal já investiga o caso.

PMDB faz doce

A cúpula do PMDB da Câmara se reuniu há dias, discretamente, na casa do deputado Waldemir Moka (MS), em Brasília, para discutir política. Lula deve mergulhar a barba no molho: a tendência, pela ordem, é não fazer alianças, apoiar José Serra (PSDB) ou, por fim, Dilma Rousseff (PT).

Quem manda

Participaram da reunião de cúpula dos deputados do PMDB, na casa de Vladimir Moka (MS), o presidente da Câmara, Michel Temer (SP), o ministro Geddel Vieira Lima (Integração), e o líder Henrique Alves (RN).

Tomou gosto

Gleisi Hoffman, mulher do ministro Paulo Bernardo (Planejamento), que foi candidata à prefeitura de Curitiba, deve ser a candidata do PT a uma vaga para o Senado, no Paraná.

Israel na novela

O diretor Jayme Monjardim, autor da recente minissérie “Maysa”, e uma equipe de 25 pessoas foram a Israel identificar locações que serão usadas na próxima novela das oito, na Globo.

Ignorância histórica

O deputado Ivan Valente (PSOL-SP) lidera a disputa do troféu “Frase Idiota do Ano”: declarou ontem que a abolição da escravatura “teve pouco significado” para os afrodescendentes brasileiros.

Paranoia sem trégua

Leitor carioca, 66, cinco pontes no coração, após explicar na Imigração americana por que o detector sempre apitava, teve que mostrar, sem sapatos, ao brutamontes que o apalpava da cabeça aos pés, o que havia na suspeita latinha de jujubas. O truculento não sabia como abri-la, claro.

Quase parando

Demorou, mas a Ouvidoria do Tribunal Regional Federal da Primeira Região finalmente respondeu a uma queixa de morosidade processual: prometeu resposta oficial em 45 dias.

Pensando bem…

… a gripe suína chegou ao Brasil, mas saiu daqui com dengue.

PODER SEM PUDOR

De colega para colega

O livro “Luz… Câmera… Jânio Quadros em Ação” (Panorama, SP, 128 pp.), de Nelson Valente, conta histórias deliciosas sobre o ex-presidente, que governava por bilhetinhos e até pilotava o aparelho de telex que ligava o seu gabinete, no Palácio do Planalto, aos dos ministros. Ele adoraria a era do e-mail. Certa vez, ele usou o telex para chamar um auxiliar. A resposta:

– Prezado colega. Não há mais ninguém aqui.

– Obrigado, colega. Jânio Quadros.

– De nada. Às ordens. John Kennedy – encerrou o desconhecido.

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