• 23 maio 2009
  • Postado por Tiago

“Eu não sei o que vai acontecer em 2010, como pensarei em 2014?”

Presidente Lula, ao ser perguntado se buscará a eleição após deixar o mandato em 2010

Ministros candidatos podem sair em outubro

O presidente Lula segredou a um ministro, na viagem ao exterior, que pensa em antecipar para outubro a data de saída dos ocupantes de cargos de primeiro e segundo escalões que serão candidatos em 2010. A ideia é recompor o ministério, no último ano, em comum acordo com a ministra-candidata Dilma Rousseff, a fim de que ela assuma ainda mais atribuições na gestão, engajando toda equipe na campanha presidencial.

Serra no muro

Intriga o silêncio do governador paulista José Serra sobre a CPI da Petrobras. Não é a favor, nem contra, muito antes pelo contrário.

De véspera, feito peru

O governo celebra o êxito da “operação” de constranger o PSDB por criar a CPI da Petrobras, com a lorota da intenção de “vender” a estatal.

Reação nervosa

Por trás da reação à CPI da Petrobras está o medo de escarafunchar as suspeitas de superfaturamento e o financiamento de projetos eleitorais.

Vale no topo dos investimentos privados

A Vale reajustou seu plano de investimentos de US$ 14,2 bi para US$ 9 bilhões. Mesmo em meio à crise econômica mundial, é o maior investimento privado do Brasil. Todo esse caminhão de dinheiro, de quase R$ 20 bilhões, garante cerca de 45 mil empregos no País. Será investimento maior, por exemplo, que o total prometido pelo governo federal para 2010 no programa de construção de 1 milhão de casas.

Preso em casa

Como o ex-juiz Lalau, a defesa do empresário Nenê Constantino deve alegar a idade avançada, 78 anos, para requerer prisão domiciliar.

Tudo como antes

Ao trocar a verba indenizatória pelo cotão de R$ 34 mil, o mensalão de nova geração, a Câmara trocou seis por meia dúzia.

Gazeta

ACM Neto (DEM-BA), que não deu as caras no conselho de ética para ouvir o deputado do castelo, mal apareceu na Câmara, esta semana. Na quinta, cedo, pegou um avião para o fim de semana em Buenos Aires.

Jogo bruto no Ceará

Das oito tevês cearenses, só a do coronel e senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) foi avisada do mandado de busca e apreensão, no PMDB, de suposto material de propaganda do deputado Eunicio Oliveira. Para o PMDB, foi uma jogada para desgastar o adversário de Tasso ao Senado.

Distância do Brasil

Refugiados palestinos se manifestaram ontem, em Brasília, confirmando o que esta coluna já havia antecipado: eles não querem ficar no Brasil. Querem dinheiro e passagens para a Europa. Por nossa conta, é claro.

Hélio na frente

O ministro Hélio Costa (Comunicações) tem 40% das intenções de voto para governador de Minas, segundo pesquisa Vox Populi. Em segundo, longe, vem o ex-prefeito de BH Fernando Pimentel, e na rabeira, com 4%, Antônio Anastasia, candidato do governador Aécio Neves.

Sem consenso

A base governista se reúne terça-feira para afinar o discurso na reforma política. PT, PMDB e PCdoB são a favor do financiamento público de campanha e da lista fechada. PP, PR, PTB, PDT e PSB são contra.

Marcado para perder

O PT-DF escolhe no dia 4 seu candidato ao governo do DF. O ex-ministro Agnelo Queiroz é o favorito entre petistas para enfrentar o atual governador José Roberto Arruda (DEM) e o ex Joaquim Roriz (PMDB).

Pé na estrada

Para protestar contra um projeto do governador José Serra (PSDB), de construir um presídio na cidade, o prefeito de Porto Feliz (SP), Claudio Maffei (PT), inicia amanhã viagem a pé até o Palácio dos Bandeirantes, levando um abaixo-assinado com 15 mil nomes, contra o presídio.

Zona de perigo

O dólar abaixo dos R$ 2 é o pavor dos exportadores e do agronegócio: quando os preços começam a melhorar lá fora, a desvalorização cambial ameaça os ganhos. Mas insumos como fertilizantes ficam mais caros.

Ambições

O presidente da Petrobras ainda pode ser candidato ao governo da Bahia. Plataforma é o que não lhe falta. Nem grana distribuída na Bahia.

PODER SEM PUDOR

Falatório não é dinheiro

Secretário de Planejamento de Pernambuco nos anos 70, Everardo Maciel promoveu um seminário sobre projetos para a região metropolitana do Recife, na prefeitura da capital. Os temas eram excessivamente técnicos, enfadonhos. O então prefeito, Augusto Lucena, interrompeu Maciel:

– Secretário, vou sair e dar uns telefonemas…

Ante a expressão de espanto de Maciel, ele completou:

– …quando chegar na parte “dinheiro para a cidade”, propriamente dita, pode mandar me chamar.

E foi embora.

Com Teresa Barros e Tiago de Vasconcelos

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