• Postado por Tiago

Os candidatos a vereador que por pouco não conseguiram se eleger no ano passado, em Balneário Camboriú, e tão loucos pra abocanhar uma vaguinha na casa do povo com a aprovação da PEC, vão ficar chupando o dedo. A câmara decidiu que não empossa ninguém até que a ação direta de inconstitucionalidade (Adin) que tá rolando no Supremo Tribunal Federal (STF) seja julgada.

Com a mudança, as estofadas cadeirinhas do plenário da casa do povo passariam de 10 pra 17, número que já tá previsto na lei orgânica do município. “Na época em que houve alteração de 17 pra 10, não houve mudança na lei orgânica”, explicou o procurador da câmara, Luciano Dib Simão.

Mesmo assim, depois de uma bizolhada cuidadosa do departamento jurídico, a decisão foi deixar tudo como está. “Se o STF disser que a PEC é válida de imediato, mesmo assim só poderão ser empossados novos vereadores depois que a justiça eleitoral fizer um novo cálculo de quociente eleitoral”, disse o procurador.

Isso significa que não vai bastar ser suplente de vereador pra estar com a vaguinha garantida. Pelos cálculos de Luciano, o número de votos proporcional por partido passaria de 5,8 mil pra 3,4 mil, e vai ser preciso muita matemática pra dizer quem é que tem direito a ser empossado.

A mandachuva do cartório eleitoral na Maravilha do Atlântico, Aline Momm, disse que as contas oficiais pra ver quem entra na casa do povo ainda não foram feitas. “Por enquanto nada foi visto. Não recebemos nenhuma orientação a respeito ainda”, comentou.

Quem ficou com a batata quente na mão foram os capos dos partidos, que têm que administrar uma guerra de egos entre os vereadores eleitos, que não querem perder a representatividade, e os que acabaram de ganhar o direito de legislar pro povão. “Quanto menos vereadores, mais poder eles têm. Vamos fazer uma reunião pra ver como é que isso vai ficar”, disse o chefão do PMDB na city, Osni Teixeira.

Ele diz que, com a mudança, vai diminuir a diferença entre a turminha da oposição e do governo na câmara, em Balneário. Hoje, os coleguinhas de Periquito levam uma goleada de seis a quatro. “Se entrarem os suplentes, a diferença vai diminuir”, acredita Osni.

Entre os que tão doidinhos pra abocanhar as novas vagas tá o vereador Roberto Souza Junior (PMDB). Ele é suplente de Nilson Probst (PMDB), que abandonou a câmara pra assumir como secretário de Segurança. “Faz diferença porque o suplente só tá ali enquanto o outro tá afastado. Pra mim é importante poder assumir uma cadeira”, diz.

Roberto acha que a câmara tá comendo mosca por não empossar os novos edis. “Nenhuma recomendação pode ser maior que uma lei”, lasca.

Mas pra quem insiste em querer a vaga, a resposta da câmara é clara: “Quem não estiver contente, que procure o judiciário”, lascou dotô Luciano.

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