• Postado por Tiago

No último dia do prazo para votarem o parecer do Tribunal de Contas do Estado (TCE), que pedia a rejeição das contas da prefa de Navega do ano de 2006, os edis não concordaram com os técnicos do tribunal e aprovaram as contas da gestão de Moacir Alfredo Bento (PMDB), o Ci. Numa votação secreta, oito vereadores pediram a aprovação e dois a rejeição.

De acordo com o relatório do TCE, as contas da gestão que iniciou com o atual deputado estadual, Adherbal “Deba” Cabral (PMDB), e encerrou com Ci, houve duas irregularidades graves. A primeira era a falta de repasse necessário para o ensino fundamental dengo-dengo, já a segunda foi que extrapolaram com o limite da folha de pagamento aos funcionários comissionados.

A presidente da comissão de Redação e Justiça da Câmara, Maria José Flor (PMDB), explicou que a comissão aprovou as contas, pois “precisava ir de acordo com a legalidade da medida”. Na justificativa do relatório, foi explicado que rolou um repasse à Associação Navegantina do Bem Estar do Menor (Anabem) que cuida de pequerruchos carentes, e que disponibilizava uma sala para o ensino fundamental. O tal repasse não foi contabilizado pelo TCE.

Votação secreta

Pra não rolar constrangimentos, os vereadores dengo-dengos optaram em fazer voto secreto, depositando seu voto numa urna. Desta forma, o presidente da Câmara, Alcídio Reis Pêra (PMDB), também teve de votar. Para a decisão do TCU ser contrariada, 2/3 dos edis teriam que votar contra, ou seja, pelo menos sete dos 10. E como já era de se esperar, a maioria votou pela aprovação das contas: oito a dois.

O vereador Evandro Argenton (PSDB) confirmou que foi um dos que votou a favor da rejeição das contas, assim como o Marquinhos da Silva (PT). “Realmente não houve nenhuma roubalheira, mas se tem irregularidade tem que ser punida”, falou o tucano. O petista teve o mesmo pensamento. “Se os técnicos do tribunal afirmam a rejeição, eu vou seguir a opinião deles. Se houve esse repasse a Anabem eu não sei, mas acredito que o TCU identificaria esse repasse”, soltou.

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