• Postado por Tiago

A empresária Lucélia Wosniak, 31 anos, procurou o DIARINHO pra relatar a judiaria que rolou com o pobrezinho do seu cachorro Duque que, segundo ela, morreu por culpa do canil municipal de Itajaí. Ela conta que precisou viajar e deixou o cachorro em casa com familiares. O danado acabou fugindo e foi atropelado na sexta-feira passada, na rua Estefano José Vanolli, no São Vicente.

“Na segunda mesmo eu espalhei cartazes pelo bairro dizendo que ele tava desaparecido. Uma mulher me ligou dizendo que ele tinha sido atropelado e mandado pro canil municipal”, disse. Lucélia ficou desesperada e foi até o canil, na terça-feira, pra ver se achava o bichinho.

“Mas me disseram que não tinha nenhum cachorro como o meu por lá”, contou. Lucélia fez um escarcéu e não demorou muito pra ligarem pra ela dando uma desculpa. “De tarde, ligaram dizendo que meu cachorro tinha sofrido uma lesão cervical, foi medicado, mas não resistiu e morreu”, lamentou.

A empresária não acreditou na história contada, porque diz que a pessoa que socorreu o cão falou que ele tava bem. “Fui muito mal atendida no canil, pelas veterinárias e pelo administrador. Pra mim, eles sacrificaram meu cachorro”, tascou. Outra reclamação foi com as péssimas condições do lugar. “Os bichos ficam na lama, sujos. Até tem uma parte coberta, mas são muitos animas e não tem espaço”, revelou.

Não foi bem assim

Ieda Passos, coordenadora do núcleo de zoonoses responsável pelo canil municipal, afirmou que o possível foi feito para tentar salvar o cãozinho. “Ele chegou aqui muito mal, com fratura na cervical e sangrando muito. Recebeu medicamentos, foi hidratado com soro, mas não resistiu, infelizmente”, garantiu.

“Casos de atropelamento são difíceis, pois não temos sala de cirurgia. Muitas vezes, sacrificar o bicho é a melhor saída, até para aliviar o sofrimento” justificou. Segundo ela, o único erro neste caso foi não ter dado a satisfação necessária pra dona do cachorro na hora que ela foi procurar por ele. A chefona admitiu que rolou falta de comunicação entre os funcionários do núcleo de zoonoses e do canil.

A abobrona comenta que a comunidade não entende que o canil não é nenhum pet shop onde se pode deixar os bichinhos por um tempo determinado. “A partir do momento que o cão entra no canil, ele é de responsabilidade do canil e a conduta é dos veterinários”, lascou. Com relação às condições do lugar, ela afirma que o espaço é mesmo pequeno e que já está lotado de animais. “Mas todo o trabalho que a gente faz é pra melhorar a saúde deles. A gente faz tudo o que é possível para isso”, finalizou.

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