• Postado por Tiago

O cobrador de ônibus Lourival de Souza, 23 anos, que no finalzinho de setembro reclamou pro DIARINHO que teria levado uma advertência mentirosa da empresa de transportes Coletivo Itajaí, acabou se dando mal. Esta semana ele foi demitido. Lourival garante que não há outro motivo pelo pé na bunda levado, a não ser o de estar sendo perseguido.

Em 21 de setembro, Lourival recebeu uma advertência. Diz que chegou cedo pra trabalhar, mas não lhe deixaram assinar o cartão. À caneta, o pessoal da empresa teria anotado que ele apareceu no trampo depois do horário. Esta semana, veio o anúncio do aviso prévio. O cobrador foi demitido. No documento não tinha nenhuma explicação, apenas um comunicado de que ele ficará no emprego até o dia 30 de outubro. “É algo pessoal contra mim”, lasca.

As queixas do cobrador não param por aí. Todas as quartas-feiras ele apresenta um atestado de frequência do colégio onde estuda pra poder sair mais cedo e ir pra escola. Ontem, Lourival disse que o arrego terminou e foi impedido de assistir às aulas pelo chefe de fiscalização da Coletivo, Nilson Isaías de Souza.

Isaías teria vindo com um papinho dizendo que no papel apresentado pelo rapaz deveria constar o horário das aulas. “Ele podia ter me falado isso antes e não no dia que eu tinha aula. Eu entreguei o atestado um mês antes”, bufa o cobrador.

O que diz a empresa de transportes Coletivo

Eliane Nascimento, que trabalha no departamento pessoal da Coletivo Itajaí, limitou-se a dizer que Lourival foi demitido sem justa causa. Quanto à exigência do horário no atestado de frequência das aulas, ela explicou que isso é procedimento padrão da empresa, pra conferir se o empregado precisa mesmo sair mais cedo do trampo pra ir pra aula.

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