• Postado por Tiago

O aperto dos cobradores não é só por conta da superlotação dos busões

Dois cobradores de ônibus que trabalham na empresa Coletivo, em Itajaí, reclamam que o sindicato dos motoristas tá enrolando pra marcar uma reunião com a direção da empresa. Eles querem marcar o conversê pra exigir melhores condições no trampo. Os funcionários quiseram se identificar pelo nome que usam na escala de trampo: Osmar e Magnum.

Dizem os cobradores que já foram três vezes cobrar do sindicato a tal reunião. O secretário, Carlos César Pereira, teria dado várias desculpas e nunca marcou o trelelê com os chefões da empresa. Uma das desculpas foi de que não conseguiu contato com o dono da Coletivo, o empresário Sérgio Rizzi. ?Mas tem que ser só com ele??, questiona Osmar.

A segunda suposta desculpa foi que outro cobrador, que seria o responsável pelas reivindicações dos colegas, é quem deveria procurar o sindicato. Osmar e Magnun ainda disseram ao DIARINHO que na própria entidade ouviram que era possível marcar reuniões somente entrando em contato com o sindicato dos motoras. ?Mas parece que não funciona desse jeito?, cutuca Magnum.

Um dos itens da lista de pedinchos dos funcionários é a construção de um banheiro pros funcionários, já que os que eles usam fica longe demais do local de trampo. Também querem ganhar o vale alimentação no mesmo dia em que recebem o pagamento. Hoje, o auxílio-rango sai 10 dias depois do pagamento.

Fala, sindicato

César Pereira, do sindicato, disse que a reunião com os chefões da Coletivo não foi marcada pois somente dois trabalhadores foram fazer o pedincho do banheiro e da mudança do dia do vale-rango. ?Conversei com o diretor sindical deles, um motorista, que disse que não tem necessidade disso agora?, argumentou César. A empresa tem 184 funcionários.

O dirigente sindical disse ainda que o banheiro não vai ser providenciado agora porque as obras do novo terminal já tão sendo iniciadas e em 90 dias novos banheiros serão construídos. Outra solução seria colocar banheiros químicos, mas a ideia foi descartada porque, à noite, as casinhas ficariam à mercê dos vândalos.

O sindicato e a Coletivo tinham negociado com o supermercado Xande o uso do banheiro por cobradores e motoristas. Mas, conta César, os banheiros apareceram sujos e com paredes riscadas e por isso o dono do mercado mandou cortar o arrego.

O dia do pagamento do auxílio-alimentação já havia sido negociado com a empresa e a decisão foi acatada em assembleia. Por isso, não deve ser alterada até outubro, quando rola nova rodada de negociações com o patrão.

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