• Postado por Tiago

O que era para ser uma brincadeira de verão, por pouco não virou uma tragédia, no final da tarde de segunda-feira, em Porto Belo. Uma turista caiu do banana boat e teve as costas cortadas pela hélice da lancha que reboca o brinquedo. A vítima precisou ser socorrida de helicóptero. Este é o segundo incidente registrado na região em menos de 20 dias com brinquedos infláveis oferecidos como atração turística para o povão. O primeiro rolou em seis de dezembro na praia central do Balneário Camboriú. No acidente morreu Sandro Bilha, 22, depois de cair do Disco Boat.

Kátia Aparecida da Silva, 30 anos, subiu no bananão acreditando que seria mais um dia de farra e descontração nas águas de Itapema. Durante o passeio, a geringonça fez uma manobra e todos os banhistas foram parar dentro da água. Com os banhistas dentro da água, a lancha usada para rebocar a banana deu mais uma volta pra pegar o pessoal. A mulher que pilota a embarcação não conseguiu desviar e acertou a hélice nas costas de Kátia, que nadava em direção a lancha. Kátia levou um corte de cerca de 60 centímetros nas costas e perdeu muito sangue. A banhista foi retirada do mar e levada até a faixa de areia.

Os vermelhinhos foram chamados, fizeram os primeiros socorros no local e a levaram de ambulância até o posto de saúde central de Porto Belo. Como o fluxo de carangos estava lento na BR-101 e Kátia precisava ser levada pro hospital com urgência, foi preciso chamar o avião de rosca da polícia militar pra socorrer a vítima. O helicóptero levou a coitada até o batalhão dos meganhas do Balneário Camboriú.

Kátia ainda teve que dar mais uma voltinha dentro da ambulância do Samu até chegar na internação do hospital Santa Inês. Finalmente no hospital, a vítima passou por uma cirurgia e permanece internada, mas não corre mais risco de morte. A moça é natural de Medianeira, no Paraná, e veraneava em Porto Belo com parentes e amigos.

O capitão de fragata da capitania dos portos peixeira, comandante Alexandre Herculano Pinto Malizia Alves, determinou a abertura de um inquérito pra investigar as causas do acidente, e já chamou na chincha a empresa responsável pelo brinquedo. O comandante quer saber se a lancha estava com a manutenção em dia e se a pilota barbeira tinha autorização pra fazer a manobra.

O delegado confirma que Kátia estava com o colete salva-vidas, mas quer saber quais foram as causas do acidente. “Isso não é comum acontecer”. Como o capitão ainda não sabia detalhes do caso, não soube apontar qual é a empresa responsável pelo serviço de Banana Boat, o nome da embarcação ou dos responsáveis.

O capitão conta que também investiga o atropelamento de uma policial militar por um jet sky, no domingão, na praia central de Itapema. “O jet invadiu a área dos banhistas”, disse. A meganha ficou com alguns lanhados. Já a motinho que anda na água foi lacrada e está impedida de rodar pelaí. O turista que fez a cagada, e não teve o nome revelado, tomou uma multa e terá que sisplicá com os marinheiros.

Alexandre acredita que incidentes como esses só podem ser resolvidos com as denúncias do povão.

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