• 21 nov 2009
  • Postado por Tiago

suzi-bellini

Todas as semanas, o DIARINHO trará uma entrevista com perguntas feitas por jornalistas, radialistas e colunistas de vários veículos da região. Hoje, quem teve de responder a sabatina da galera foi a vereadora de Itajaí, Susi Bellini (PP).

Gerd Klotz, colunista do Correio de Santa Catarina. Se as cidades modernas investem em espaços para pedestres e ciclovias para o transporte de bicicletas, qual a justificativa para propor a reabertura do calçadão da Hercílio Luz, no período noturno, onde predominam lojas de produtos de linha branca, que sequer têm vitrines?

Susi Bellini ? Primeiro, não fui eu que propus esta abertura, propus a pedido da CDL, da Intersindical e da associação Comercial. O que acontecia com a Hercílio Luz? Ela estava perdendo o glamour que tinha de anos passados. Até o valor comercial das lojas caiu muito, justamente porque se criou uma grande quantidade de lojas que vendem apenas eletrodomésticos. À noite, aquela região fica totalmente deserta. Os comerciantes acham que com a abertura noturna, este glamour antigo deve voltar. A ideia não é a abertura da rua, e sim a abertura noturna. A ideia da associação dos lojistas seria contratar uma empresa de segurança para cuidar as lojas, que cuidariam das vitrines, deixando-as iluminadas, como contrapartida. O projeto foi pedido pelas entidades lojistas, e elas devem saber o que é melhor para as lojas. De qualquer maneira, a lei só vigora a partir de primeiro de janeiro, e se não der certo a gente volta atrás, o período serve como teste.

Danilo Duarte – editor do Jornal da Lagoa. Quando o governo JB vai deixar suas marcas? E como a atuação do legislativo pode ajudar pra isso acontecer?

Susi Bellini – Ele devia perguntar isso para o prefeito (risos). Eu acho que o governo vai deixar grandes obras na cidade, trazendo grandes empresas para a nossa economia, transformando Itajaí definitivamente em uma cidade grande. Hoje já temos uma grande infraestrutura, mas ainda falta muita coisa. O legislativo tem que apoiar as ações, ajudar a fiscalizar, a oposição também muitas vezes tem esta atitude de procurar as coisas erradas, e nos ajuda a corrigir os erros. Às vezes as coisas acontecem dentro da nossa casa e a gente não fica sabendo, imagina em uma cidade do tamanho de Itajaí. A marca do prefeito Jandir vai ter elevados, resolvendo o trânsito da cidade, trazendo grandes empresas, vai deixar de depender do Porto, tornando-o apenas um complemento para o orçamento de Itajaí.

JC, colunista do DIARINHO. Existe uma disputa interna na sua sigla entre a senhora e o seu colega de parlamento, Osvaldo Gern, para a definição do nome que deve disputar uma candidatura à assembleia Legislativa. Como encara essa situação?

Susi Bellini ? A disputa é muito tranquila, quem for escolhido vai apoiar o outro, com certeza. Nas visitas que tenho feito estudando uma eventual pré-candidatura, deixo claro que o apoio que eu busco é para o partido, não importa quem seja o candidato, mesmo que não seja nem eu nem ele. O que buscamos é um candidato de consenso de Itajaí. O essencial é que o candidato eleito não seja candidato apenas pensando nas eleições para prefeito, dois anos depois, e que realmente fique na Assembleia. Independente de quem seja o candidato, eu busco este compromisso e este apoio ao partido.

Amanda Weber, editora do Correio de Santa Catarina. Você acredita que Itajaí ainda é polo cultural? Mesmo com problemas como o atraso do festival de música, a cidade ainda tem capacidade para promover grandes shows e entrar na rota do turismo cultural?

Susi Bellini ? Não tenho dúvidas disso. Vivemos um momento terrível este ano, com a reconstrução da cidade depois da tragédia de 2008. Além disso, ainda tivemos a transição de governo, com diversos projetos que tiveram de ser adequados, como o projeto do Conservatório. Mas eu não tenho dúvidas do poder cultural da nossa terra, nós vamos em qualquer evento cultural de Itajaí, e sabemos que temos como crescer ainda mais. Este ano foi totalmente atípico. A fundação Cultural, por exemplo, tinha um inchaço no número de funcionários e tudo isso teve de ser readequado. Penso que a Amanda deve continuar vindo para Itajaí, para apreciar nossas atrações culturais em todas as áreas.

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