• Postado por Tiago

O programa Sentinela e a Secretaria de Desenvolvimento Social de Itajaí promovem, a partir de segunda-feira,a 1ª Semana de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual infanto-juvenil, aproveitando que 18 é o dia escolhido pra chamar a atenção sobre estes crimes.

Foi nessa data, em 18 de maio de 1973, em Vitória-ES, um crime bárbaro chocou o país e ficou conhecido como o “Crime Aracelli”. Esse é o nome da menina que com oito anos de idade foi raptada, drogada, violentada, morta e carbonizada por jovens daquela cidade. 

A abertura oficial do evento será na segunda-feira (18) às 15h no auditório do Itajai Shopping. No mesmo local acontece a mobilização e divulgação dos dados de violência sexual no município, através de painéis. Após a abertura haverá a apresentação da peça teatral “Isso não é brincadeira”, do grupo Detalhe de Teatro, de Indaial, que contará com a participação de crianças e adolescentes que frequentam escolas e Ongs no município. “A nossa intenção é destacar a data para mobilizar, divulgar e convocar toda a sociedade a praticar essa luta de prevenção e combate à violência sexual conta crianças e adolescentes”, explica Keyla Rosa de Oliveira, coordenadora do Programa Sentinela em Itajaí. 

O grupo Detalhe de Teatro também irá se apresentar nas escolas básicas municipais. Na terça-feira (19) os alunos da EB Martinho Gervási serão a plateia e, na quarta-feira, (20), é a vez da EB Francisco Celso Mafra pela manhã e EB Judith Duarte de Oliveira no período da tarde. Todas estão localizadas na zona rural da cidade. Após cada apresentação teatral a equipe de prevenção do Programa Sentinela, formada por assistentes sociais, fará um debate com os alunos sobre o tema. Segundo Keyla, o aumento significativo no número de abuso e/ou exploração sexual na zona rural foi o que motivou a escolha dessas escolas. 

Atualmente o programa atende 216 crianças e adolescentes (0 a 18 anos) que foram vítimas de violência, abuso e/ou exploração sexual. Entre os casos registrados, 55% são de violência dentro da própria família, tendo o pai biológico como o principal agressor com 36% dos casos.

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