• Postado por Tiago

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Araras vazias davam uma ideia do quanto os bandidos levaram no assalto

Depois de ter a loja assaltada pela quarta vez, a comerciante Belmira Paes Naruzawa resolveu tomar uma atitude drástica. Desacreditada do trampo dos puliças da terrinha, a mulé pretende meter um processo contra o estado, alegando ser vítima da falta de segurança na cidade. A decisão foi tomada ontem, quando contabilizou o prejú de 400 peças de roupa levadas pela bandidagem durante o assalto da terça-feira.

Três trastes, que tavam em dois carangos, pintaram terça-feira à tarde na loja que fica na BR-101 e fizeram a limpa. Por volta das 14h, os bandidos entraram na loja como se fossem clientes e até provaram jaquetas.

Depois que um cliente foi embora, sacaram o trabuco, prenderam o dono e uma funcionária numa sala e recolheram quase 400 peças de couro. Roubaram também joias e grana viva: em reais, euros e yens (moedas europeia e japonesa). O prejuízo ultrapassou R$ 350 mil. Os trastes fugiram pela porta da frente, seguiram pela BR e não foram presos.

Ontem, Belmira fez o levantamento do prejuízo. Com as araras vazias, ela não conseguia esconder a tristeza de ter o comércio arrasado. Com o rombo, a dona da loja pretende processar o Estado. ?Cansei de ser vítima. A gente paga os impostos em dia, faz tudo direitinho, mas onde está a segurança??, questiona. A empresária tá tão inconformada com a falta de segurança que quer até desistir do investimento que fez durante 13 anos e vender o imóvel.

Ela ainda mete a boca nos milicos. ?Eles registraram a ocorrência, me mostraram o rosto de alguns bandidos pra ver se eu reconhecia e foram embora?, reclama.

A funcionária da loja que ficou por 20 minutos sob a mira do revólver dos trastes, Nezita Dilma de Andrade, 41 anos, a Tita, também acredita que os meganhas fizeram corpo mole. ?Eles demoraram pra chegar aqui. Acho que se eles falassem com a polícia rodoviária conseguiriam pegar (os bandidos) no caminho?. A reportagem do DIARINHO não encontrou o chefe da comunicação social da PM de Balneário, tenente Rafael Régis, pra explicar como funciona o procedimento dos milicos ao atender este tipo de ocorrência.

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