• Postado por Tiago

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Padoca foi assaltada duas vezes em duas semanas

Antônio Carlos da Silva, 29 anos, proprietário da padaria Vovó Zefinha, no bairro São Vicente, em Itajaí, não sabe mais o que faz pra garantir segurança no seu estabelecimento. Só neste ano, a padoca já foi vítima da bandidagem por três vezes. Os últimos dois assaltos rolaram neste mês, um coladinho do outro.

Depois da primeira ação dos safados, no primeiro semestre do ano, Antônio instalou quatro câmeras na padaria. Mas isso não intimidou os ladrões. No dia 21 de novembro, um homem armado chegou por volta das 14h, rendeu uma funcionária e levou R$ 200 em dinheiro e mais uma carrada de moedas.

Anteontem, quase no mesmo horário, o bandido chegou, mostrou a arma na cintura e pediu a grana do caixa. Desta vez o dinheiro era pouco, cerca de R$ 30. O safado ainda levou todos os cartões telefônicos.

A balconista Andressa Silva, 25, foi a pessoa rendida pelos assaltantes nos dois últimos atraques. ?É até difícil descrever. Na hora eu consegui fazer tudo o que ele me pediu, mas depois bateu o desespero. Não acreditei quando vi que fomos assaltados novamente?, conta.

Pra Antônio, os bandidos têm os crimes facilitados pelo uso do capacete. ?O assaltante sempre veio de moto e não tirou o capacete quando entrou aqui. Alguns traços a gente consegue identificar, mas mesmo com a câmera é difícil. Na minha opinião, deveria ter mais fiscalização no caso do uso do capacete?, reclama.

O comerciante registrou o boletim de ocorrência e vai entregar as imagens pra polícia Militar tentar identificar o ladrão. ?É só o que eu posso fazer, além de pedir mais segurança pros comerciantes?, conclui.

A lei existe

Pra quem não sabe, uma lei de autoria do vereador Luiz Carlos Pissetti (DEM) existe desde fevereiro do ano passado e proíbe o uso de capacetes ou gorros dentro de estabelecimentos comerciais. Quem não cumprir pode levar até multa. ?Se a pessoa se negar a tirar o capacete, o proprietário do estabelecimento pode e deve acionar a polícia?, explica Pissetti.

Mas, pra fazer valer a lei, o comerciante deve ter em local bem visível um cartaz escrito: ?Proibido o uso de capacete, gorro ou similar neste local?.

Guarda armada é a solução

Pra Carlos Ely Castro, secretário de Segurança Pública e do Cidadão da prefeitura de Itajaí, os assaltos na city peixeira só vão diminuir com a criação da guarda municipal armada. ?Itajaí tem hoje 100 policiais a menos do que deveria. Não temos o que fazer, estamos desfalcados. Com a guarda armada em andamento, daí é outra história?, acredita.

Carlos Ely disse que tá juntando os documentos necessários para criar o projeto e depois encaminhar à câmara de Vereadores pra discussão. ?No máximo até o ano que vem, quero ver a guarda armada trabalhando nas ruas de Itajaí? afirma.

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