• Postado por Tiago

?Quero saber de onde eu vim. Quero chegar lá no fundo da minha história?

A história de vida de Jaqueline Tavares Ferrão da Silva, 43 anos, de Itajaí, não é das mais felizes. Ela foi abandonada pela mãe e adotada por um nova família com menos de um mês de vida. Ainda quando criança, Jaqueline descobriu sua origem e, desde então, dúvidas e curiosidades pairam sobre sua cabeça. Hoje, casada e com dois filhos grandes, tomou uma importante decisão. ?Quero saber de onde eu vim. Quero chegar lá no fundo da minha história?, afirma a mulher que, mesmo com tudo o que passou, não tira um sorrisão do rosto.

Aos 10 anos, Jaqueline soube por um parente que era adotada. Depois da notícia, a vida da menina nunca mais foi a mesma. ?Eu perguntava pra minha mãe adotiva, mas ela nunca quis falar sobre o assunto?, relembra. Foi só quando uma enchente atingiu a sua antiga casa, na cidade de Santos, litoral de São Paulo, que a verdade começou a surgir. ?Meu marido encontrou no meio dos documentos que estavam boiando, minha verdadeira identidade?, conta.

Jaqueline foi deixada pela mãe de sangue num orfanato atrás da Santa Casa de Misericórdia, em Santos. Com menos de um mês de vida, ela recebeu um lar e uma família adotiva. Com isso, sua identidade foi trocada. ?Eu me chamava Susana Aguiar Alves e depois da adoção passei a me chamar Jaqueline Tavares Ferrão da Silva?, conta. Ela tem o mesmo nome de sua mãe biológica.

Além do nome, a data de nascimento também foi alterada. No registro oficial consta que a comerciante veio ao mundo em 14 de janeiro de 1966, só que todos os anos, Jaqueline comemora o seu aniversário no dia 26 de fevereiro. Susana Paula Aguiar e João Alves, pais de sangue de Jaqueline, a registraram num cartório que fica na rua Amador Bueno, no centro.

Com as poucas informações em mãos e agora morando longe de sua terra natal, a comerciante decidiu procurar o DIARINHO na tentativa de encontrar sua verdadeira mãe. Jaqueline não sabe se dona Susana ainda vive em Santos e nem como tá a saúde dela. Jaqueline só quer notícias do seu passado. ?Todo mundo tem direito de saber a sua raiz?, disse, convicta.

Ajudinha de Santos

Pra ajudar Jaqueline, que há nove anos mora em Itajaí com o marido e os filhos de 18 e 14 anos, o DIARINHO bateu um lero com o seu irmão paulista, o Diário do Litoral de Santos. Junto com o jornal de lá, o fofoqueiro vai tentar encontrar a mãe biológica de Jaqueline, ou, pelo menos, cavar notícias de dona Susana.

O contato já foi feito e nas próximas edições você vai saber como anda a procura pela mãe de sangue de Jaqueline. Caso conheça alguém de Santos, que possa ajudar na investigação, é só bater um fio pro DIARINHO. O telefone é o (47) 3249-5929.

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