• Postado por Tiago

No comércio da redondeza, alguns proprietários desceram o cacete na lenga-lenga que virou a obra, mas eles não quiseram nem saber de se identificar com medo de arrumar encrenca com a prefa e a empresa, além de correr o risco de perder os poucos clientes que trampam na Coletivo.

Desde que o terminal antigo foi derrubado, o movimento caiu para caramba e as vendas foram lá pra baixo. Os comerciantes tinham esperança de que a obra fosse concluída logo pra voltar a faturar com os usuários da Coletivo, mas além do prejuízo, passam o dia comendo poeira à espera da conclusão da obra.

Mais tranquilo com a situação, o aposentado Osmar Dionísio Canuto, 72, tá na expectativa pra ver o terminal pronto. Ele mora ao lado do ponto final há mais de 40 anos e pra ele vai valer a pena a espera e até a poeira, se a obra ficar como foi prometida, mais iluminada e segura: “Aqui tinha muito vagabundo e dava até medo, eu acho que quando ficar pronto isso vai acabar e vai ser melhor pra gente que mora aqui”, disse o aposentado.

Como ontem foi dia do servidor público e os barnabés e abobrões em geral tavam de folga, o secretário de Urbanismo, responsável pela obra, não foi localizado pra comentar o perrengue. Mas o chefão da secretaria de Obras, Tarcísio Zanelato, pediu paciência pra galera e disse que, depois que o terminal ficar pronto, todos serão beneficiados. Zanelato disse ainda que tem morador fazendo biquinho desde que a estrutura antiga foi demolida porque não queria a reconstrução do terminal perto de casa.

  •  

Deixe uma Resposta