• Postado por Tiago

Sindicalistas pressionaram deputados da comissão especial

A proposta de redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais foi aprovada ontem pela comissão especial criada na câmara dos deputados federais para analisar o projeto de emenda constitucional (PEC) que já rola há 14 anos. Também consta da proposta o aumento de 50 para 75% do percentual sobre o valor das horas extras.

Até agosto, o projeto será votado na câmara federal em duas sessões, antes de ser encaminhado ao senado. A autoria da PEC é dos hoje senadores Inácio Arruda (PCdoB-CE) e Paulo Paim (PT-RS). O ex-presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e hoje deputado federal por São Paulo, Vicente Paulo da Silva, o Vicentinho, é o relator do PEC.

A direção da Confederação Nacional da Indústria (CNI) manifestou-se ontem contrária ao projeto. “Estamos especialmente preocupados com o impacto da medida nas micros e pequenas empresas, que não terão condições de absorver ou repassar os custos provocados pela medida”, alertou o presidente da CNI, deputado Armando Monteiro Neto (PTB-PE).

CUT vai mobilizar trabalhadores

Paulinho Ladwig, presidente do sindicato dos comerciários da região de Itajaí e representante regional da CUT, informou ao DIARINHO que a central sindical vai mobilizar os trabalhadores catarinenses para ir à Brasília durante as votações da redução da jornada de trabalho.

Para Paulinho, o impacto para os empresários será mínimo, já que o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) calcula um crescimento de apenas 1,99% no custo da produção. “Na hora que tu coloca o empregado no custo da empresa, há um erro de conceito, porque o empregado, na verdade, é um investimento”, discursa.

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