• Postado por Tiago

A comissão de farmácia e terapêutica da secretaria municipal da saúde toma posse hoje na prefa peixeira e tem como meta aumentar a abrangência dos 82 medicamentos disponíveis, e incluir outros. Para isso, está revendo o protocolo de cada remédio e em que casos os pacientes têm direito a ele. “Há pacientes que sofrem de dores muito fortes e precisam de morfina, mas o protocolo só permite o fornecimento para pacientes com câncer”, exemplificou Danilo Ferreira, coordenador da comissão e gerente de farmácia da secretaria da saúde.

Outro caso em que a demanda é maior do que a secretaria pode atender, é o de quem tem problemas respiratórios e precisa de bombinha. Danilo conta que apenas os doentes de asma podem retirar o produto, sendo que há outras indicações. O coordenador também disse que será feita uma baita revisão nos remédios indicados para doentes do coração, mas ainda é preciso fazer pesquisa de impacto orçamentário pra saber quantos medicamentos podem entrar na listagem.

A medida também visa diminuir o número de processos que rolam na dona justa de pacientes que não conseguem receber a medicação, direito resguardado pela constituição. A prefa investe, anualmente, cerca de R$ 2 milhões em remédios de alto custo fornecidos para em torno de dois mil pacientes. Já com relação aos medicamentos de uso contínuo, são cerca de 2200 pessoas cadastradas para retirar, todos os meses, boletas pra controlar hipertensão e colesterol.

“Também estamos revendo se vale a pena continuar neste sistema, porque onera muito pro município as consultas realizadas para pegar a receita. A ideia é desburocratizar o repasse do medicamento para desafogar as consultas”, sugere. Danilo explica que a comissão existe para justificar as mudanças e é formada por um coordenador do serviço médico, dois médicos da rede, um do curso de medicina da Univali, um do Cimesc (Centro de Informação de Medicamentos de Santa Catarina) e outro farmacêutico.

Qualidade

Uma das lutas que já rolava na gestão anterior é com os fornecedores fuleiros. A ex-secretária da saúde, Rosálie Knoll, afirmou no ano passado que teve que fazer a licitação dos medicamentos três vezes porque os fornecedores insistiam em oferecer medicamento similar em vez do genérico, que tem eficácia comprovada.

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