• Postado por Tiago

Largar a família e os amigos, ir para uma terra distante com língua, costumes e religiões diferentes não é algo fácil. Muitos estudantes acabam não guentando o tranco e voltam para o Brasil antes de concluir os estudos. É por isso que na agência de intercâmbios gerenciada por Débora Chaves de Souza, em Florianópolis, há uma espécie de pré-adaptação. “Principalmente com os jovens, nós fazemos quatro reuniões. E com ele e depois com a família”, ressalta.

Falando em família, os parentes podem ser tornar um problema para a adaptação do jovem no novo país. “Não pode ficar todo dia entrando em contato com o filho, isso cria dificuldades para ele lidar com a nova experiência”, afirma Débora, argumentando: “O brasileiro é muito passional e a saudade é algo forte entre a gente”.

Para Débora, viajar com espírito aberto também ajuda a se dar bem no exterior. Para isso, é preciso respeitar a cultura do país e não reclamar da comida ou da hospedagem.

Chico Pimenta, que toca uma agência de intercâmbios em Blumenau, tem uma receita: “Evite o contato com os brasileiros, porque senão tu voltas com sotaque carioca”. Tem que tentar uma imersão ao máximo na cultura do país. O desafio é conhecer os costumes diários e a língua”, completa.

Outra sugestão de Chico é aproveitar e conhecer o país onde se está. “Se você vai ficar quatro meses, divida o curso. Faça dois meses num lugar e dois meses em outro. Ou um mês em cada lugar”, sugere.

O jornalista Diogo Custódio, que desde 2003 participa de intercâmbios, concorda com Chico. “Aproveite para viajar, conhecer pessoas influentes da sua área, visitar locais de interesse profissional”, sugere.

Mas faz questão de dizer que a viagem não é só de prazer. “O estudante que vai prum intercâmbio não vai pra Disney. Ele vai pra trabalhar e estudar”, ressalta. Para aproveitar o que os intercâmbios têm de melhor, que é a abertura de portas para o futuro, é preciso trabalhar muito. “Quem encara um estágio precisa ser um embaixador do Brasil, mostrando responsabilidade no que faz”, afirma. O principal, ensina, é estar disposto a fazer tudo e da melhor maneira possível. “Os americanos admiram as pessoas que têm determinação e o brasileiro tem essa característica”, diz.

  •  

Deixe uma Resposta