• Postado por Tiago

A morte de Robson Gondan Hoffmann, 19 anos, executado com três balaços na tarde de domingo, nos Cordeiros, em Itajaí, foi mais um capítulo da guerra entre traficantes rivais do loteamento Jardim Esperança, o popular Brejo. A represália pela morte do gurizote veio 11 horas depois do crime. Comparsas da vítima tacaram fogo na casa onde acreditavam que o assassino morava. Não deram sorte: o cara já tinha simudado.

O delegado Rui Garcia dos Santos contou que, perto da meia-noite de domingo, camaradas de Robson foram até uma casa do Brejo, onde acreditavam que o assassino de Robson morava, e tacaram fogo. Os bombeiros foram chamados por vizinhos e conseguiram controlar o fogo. Três cômodos da baia foram destruídos pelas chamas. Na hora do fogaréu não tinha ninguém em casa.

O dotô contou que o suspeito de matar Robson não morava mais na casa e já tava hospedado numa pensão da city. Os tiras tão trabalhando pra confirmar o envolvimento dele no assassinato, pra pedir a prisão do crápula. O delegado não quis divulgar o nome do suspeito pela execução de Robson.

As investigações da central de Operações Policiais (COP) mostram que Robson tava pedindo pra morrer. Ele tava se achando o rei do Brejo, desde que traficas da gangue rival da sua foram presos. Ele andava ameaçando todo mundo no local e circulava pelo bairro de trabuco na mão e com som alto no carro. O siachismo de Robson deixou os rivais indignados e na tarde de domingo eles resolveram matá-lo no meio da rua Romualdo Manoel Fagundes, no Brejo. A vítima foi executada com três tiros.

Suspeito de uma morte

Além de se achar, Robson também é suspeito de ter matado Dione de Oliveira Acosta, 17, o Risólis, em junho deste ano. O dimenor foi pro além num acerto de contas pela morte de Marcos Teixeira, 20 – outra coisa-ruim do Brejo.

Os tiras suspeitavam de Robson por conta da pistola apreendida com ele no dia 25 de julho. O traste se encrencou com um caminhoneiro na BR-101, rolou uma discussão e ele sacou o trabuco. O vagabundo atirou no vidro do bruto e deu no pé. A polícia foi atrás e prendeu Robson por porte ilegal de arma. A pistola foi mandada pra Floripa, onde a perícia irá confirmar se ele foi mesmo o matador de Risólis.

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