• Postado por Tiago

Terminais do Itajaí-açu tão voltando a bombar

Após todo o perrengue pra se recuperar da enchente, finalmente uma boa notícia pra economia peixeira. O complexo portuário de Itajaí volta a ser o segundo maior em movimentação de contêineres, afirmou ontem ao DIARINHO o diretor comercial do porto, Robert Grantham. No segundo semestre do ano passado, foram carregados e descarregados nos terminais da foz do rio Itajaí-açu 290 mil 42 TEUs. O TEU é uma medida que equivale a um daqueles contêineres menorzinhos, de seis metros. Com esse volume, o complexo superou os portos de Rio Grande/RS e Paranaguá/PR e voltou a conquistar a segunda posição, perdendo apenas pro gigante porto de Santos.

Robert garante que os terminais locais se manterão no ranking nacional. “A retomada da segunda maior movimentação de contêineres demonstra a capacidade da nossa comunidade portuária de se recuperar e continuar oferecendo aos clientes serviços de qualidade”, discursa o bagrão do porto peixeiro.

O retorno de armadores, como o francês CMA/CGM e o chileno CSAV, e o aumento de movimentação por parte da dinamarquesa Maersk, do ítalo-suíço MSC, do alemão Hamburg Süd e do israelita Zim, foram fundamentais na recuperação do complexo, ressalta Robert. “A nossa credibilidade não foi perdida. No segundo semestre, assim que o porto voltou a apresentar condições melhores de operação, esses armadores voltaram”, observa.

O balanço de 2009

Se for considerar todo o ano de 2009, o complexo portuário de Itajaí ficou na quarta posição em relação à movimentação de contêineres. Perdeu pra Santos, Rio Grande e Paranaguá. Tudo por conta da detonação do cais peixeiro com a enchente de novembro de 2008 e do assoreamento da boca da barra e da bacia de evolução do rio Itajaí-açu.

Mas nem só de más notícias viveram os terminais da foz do Itajaí no ano passado. “Registramos queda de apenas 2% nas atracações de navios full contêineres, crescimento de 71% nas escalas de navios de carga geral e de 44% nas atracações de navios de cruzeiros”, informa o diretor comercial do porto público de Itajaí.

O setor que mais se lascou foi o de congelados. O segmento que movimenta cargas reefers teve uma queda de 57% na movimentação. A despencada teve como causa principal a crise econômica internacional.

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