• Postado por Tiago

Roberta de Souza Rodrigues de Santana, 30 anos, não sabe mais o que dizer pro filhos pequenos que esperam as camas para estrear o quarto novo. Desde novembro que as crianças dormem com a mãe, pois a loja em que Roberta comprou os móveis ainda não entregou o produto. A Irmãos Rocha entregou os móveis dos dois conjuntos de quarto infantis que a assistente de departamento pessoal comprou há mais de um mês, mas não mandou as camas.

Roberta comprou os conjuntos no dia 10 de novembro. Duas semanas depois recebeu os móveis. Pra sua surpresa, as camas não vieram. Uma semana antes de receber as mercadorias ela doou os móveis antigos, confiante que na semana seguinte os filhos dormiriam nas camitchas novas. Como a loja explicou que a fábrica é quem tinha atrasado, a leitora entendeu e concordou com um novo prazo, que seria o dia 5 de dezembro. A loja não cumpriu o combinado e transferiu a entrega pra 10 de dezembro. Até ontem, os filhos de Roberta tavam sem lugar pra dormir.

Como tá cansada de esperar, a leitora decidiu botar a boca no trombone. “Fico muito triste com essa situação, porque gosto da loja e o atendimento é muito bom. Mas infelizmente não tão cumprindo com o prazo e dormimos meus filhos e eu numa mesma cama”, bufa. Agora, ela espera que os móveis sejam entregues até semana que vem. Roberta diz que tá até com dó dos filhotes, que todos os dias perguntam que dia as camas vão chegar.

Marcelo Souza, gerente da loja Irmãos Rocha da rua Hercílio Luz, em Itajaí, garante que foi explicado para a cliente que o móvel ainda iria ser fabricado e, por isso, o prazo de entrega seria de 30 a 40 dias. O gerente diz que a loja chegou a oferecer para Roberta outro modelo de camas, mas a cliente não aceitou.

As camas devem ser entregues na semana que vem. “Damos uma margem de 30, 40 dias (pra entrega) e normalmente em 15 dias tá aqui (o móvel), mas infelizmente esta cama demorou mais”, alega Marcelo.

Peça a nota fiscal com a data de entrega

O chefão da procuradoria de Defesa do Consumidor (Procon) de Itajaí, Rafael Martins Seára, informa que não existe nenhuma lei que regulamente o prazo de entrega de mercadorias. No entanto, pra não passar por uma situação como a da Roberta, o procurador indica aos clientes que peçam para que o vendedor escreva atrás da nota fiscal o prazo para a entrega e assine o papel. “Quando vai comprar algum produto, exija que na nota fiscal saia o prazo de entrega. Dessa forma pode ir lá e pedir o dinheiro de volta”, ensina.

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