• Postado por Tiago

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O povão tava lá, do ladinho dos prefeitos, pra exigir a ponte do Limoeiro

Seis meses. Esse é o tempo que os moradores da localidade do Limoeiro, entre Itajaí e Brusque, tão esperando pro cumprimento da promessa das duas prefeituras para a construção de uma ponte na estrada da Fazenda. Pra protestar contra a demora, ontem os moradores fizeram dois bonecos representando os prefeitos Jandir Bellini (PP), de Itajaí, e Paulo Eccel (PT), de Brusque.

O sapateiro Flávio Becker, 33 anos, foi quem teve a ideia de fazer a ironia. A vizinhança gostou e ontem os bonecos estavam lá. O curioso é que o boneco do prefeito de Itajaí é uma mistura de Jandir Bellini com Volnei Morastoni (PT), que também teria prometido a ponte. Tem os olhos azuis do Bellini e a barba de Volnei. Cartazes simulavam um diálogo entre eles, insinuando que a ponte ainda não foi feita porque a comunidade tem poucos votos.

Flávio explica que o acesso facilitaria a vida dos moradores, que hoje precisam caminhar cerca de 10 quilômetros para chegar à rodovia Antônio Heil. ?A gente tem que dar uma volta enorme?, reclama.

A prefeitura de Brusque chegou a construir uma pinguela nas proximidades, mas pra passar por ela, somente a pé ou de ziquinha. Além disso, o caminho tá cheio de mato e não tem iluminação. O povão tem medo de ser assaltado. ?Eu não deixo minha mulher passar por ali?, diz Flávio.

O aposentado Geraldo Corrêa, 52, morre de medo do caminho que sua filha é obrigada a fazer todos os dias. A moça volta da faculdade perto das 23h e é obrigada a passar pela rua deserta.

Seu Geraldo diz que já esteve pelo menos três vezes na prefeitura de Brusque. Lá, teria ouvido que o prefeito já fez tudo o que pôde pra construir a ponte. ?Eles [prefeito de Brusque e prefeito de Itajaí] deveriam se reunir e fazer logo isso. Chega de promessa?, lasca.

As filhas pequenas da costureira Tânia Pedrini Corrêa, 41, também são prejudicadas com a promessa não cumprida. Para pegar um buso e ir pra escola é quase uma missão impossível. Como solução, Tânia e outras mães do Limoeiro se revezam para levar as crianças na escola.

Tânia lembra que a prefa de Brusque até liberou uma condução pra buscar as meninas, mas o arrego durou dois meses e foi cortado sem qualquer explicação.

A aposentada Luzia Dagnoni, 46, reforça o grupo de moradores que ontem faziam o protesto. Para ela, os prefeitos só enrolaram até agora nada de começar a obra da ponte.

A ponte do Limoeiro foi destruída durante a enchente de novembro do ano passado.

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