• Postado por Tiago

Embora a senadora Ideli Salvatti (PT) tenha anunciado, sexta-feira, que o Instituto Militar de Engenharia (IME) contesta a necessidade de estacas de 50 metros para a reconstrução dos berços 1 e 2 do porto de Itajaí, a coisa não é bem assim. O DIARINHO teve acesso ao relatório de análise técnica do projeto de recuperação do porto elaborado pelos militares como resultado da vistoria técnica feita no porto de Itajaí no dia 17. Em nenhum momento o documento afirma de forma conclusiva se há ou não a necessidade das estacas de 50 metros.

“Tendo em vista os dados técnicos disponibilizados, a equipe do IME considera que o projeto executivo é compatível com as necessidades da obra, porém deve ser analisada a otimização do estaqueamento da retro-área de forma a proporcionar uma redução de custos, principalmente a partir da diminuição da profundidade de cravação das estacas da retro-área. Esta diminuição de profundidade pode conduzir a uma redução de custo da ordem R$ 26,6 milhões”, afirma o documento.

O relatório, porém, ressalta que a decisão sobre o comprimento das estacas depende ainda de análises mais aprofundadas. De acordo com a papelada, o Exército afirma que com base na construção dos berços 0 e 4, que não foram detonados pela enchente, dá pra repensar o estaqueamento dos berços esculhambados pelo aguaceiro. “Pode-se elaborar uma nova análise do estaqueamento de maneira a torná-lo mais econômico e ainda atendendo aos critérios de segurança”, diz o papéli.

Mas em todo o parecer, os engenheiros do Exército deixam claro que a mudança do comprimento das estacas depende de análises técnicas e que isso leva um tempo pra ser feito. “A redução do comprimento das estacas vai requerer uma análise detalhada dos boletins individuais de sondagem, de forma a avaliar a necessidade de execução e maior número de sondagens em áreas não contempladas”.

O relatório também deixa claro que faltam informações suficientes para se chegar a alguma conclusão definitiva sobre o estaqueamento. “Não há informações sobre a situação atual das fundações existentes dos berços 1 e 2. Estas informações têm que ser levantadas, para que o projeto de estaqueamento seja melhor detalhado, de forma a evitar problemas durante a cravação das estacas”. Ou seja, os engenheiros do IME ainda não bateram o martelo sobre o tamanho das estacas, deixando claro que a questão precisa ser estudada melhor.

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