• Postado por Tiago

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O relaxo é tanto, que o lixo se acumula há meses na área comum do prédio

Há quase três meses moradores do edifício José Cabral, da rua 501, em Balneário Camboriú, tão vivendo num inferno. Volta e meia tem a luz, a água e até o elevador cortados. Além disso, há meses não sabem o que é viver num ambiente limpo, porque a faxineira ganhou um pé na bunda e a área comum do prédio não é mais limpa.

Pra piorar a situação, o edifício tá todo detonado. As portas das garagens estão caindo, a fiação elétrica tá podre e nem o sistema de prevenção de incêndio funciona.

Pros moradores ouvidos ontem pelo DIARINHO, a culpa de toda a inhaca é tanto do administrador do edifício, César Cerqueira, quanto dos donos do imóvel, o secretário de saúde, José Roberto Spósito, e o ex-vice prefeito Rudis Cabral.

Moradora há um ano do local, a dona de casa R.B.R., 36 anos, não conseguiu terminar de lavar a louça ontem de manhã, porque a água do prédio foi cortada. Ela paga R$ 250 de condomínio por mês e diz não saber pra onde vai o seu dindim. ?Eles recebem o condomínio e não quitam as dívidas, aí acontece isso?, lasca, referindo-se aos administradores do prédio.

A falta de pagamento teria chegado até à conta de luz e à manutenção do elevador, que passou quatro dias desligado. Além disso, o prédio tá virado num chiqueiro, com sujeira pra tudo quanto é lado e cacarecos jogados na cobertura. ?O antigo síndico prestava contas pra gente, agora até o mural foi retirado de lá e a gente não sabe pra onde vai o nosso dinheiro?, bufa seu I. C., 61.

Pra piorar, a zeladora foi mandada embora com uma mão na frente e outra atrás. ?Trabalhei 10 meses sem carteira assinada e até hoje isso continua assim?, denunciou ao DIARINHO Nelsi Alves, a antiga faxineira do prédio.

Por conta de uma reforma mal feita, todo o prédio está condenado. Há alguns anos foram colocadas pastilhas na parte de fora do edifício que fizeram com que a construção pendesse pra um dos lados. Os apartamentos estão com as portas e paredes danificados. Desde então os donos do prédio respondem processo na dona justa.

O comerciante P.A., 46, mete a boca no secretário de saúde, dono do prédio. ?Ele me alugou uma coisa, mas eu vivo em outra. Quando vim aqui tinha gás, reformei todo o meu apartamento e hoje não posso mais ter nada do que queria?, revolta-se.

Povo não paga condomínio, acusa administrador

César Cerqueira, administrador do edifício, confirma que não tá dando conta de pagar as contas do prédio porque muitos moradores tão dando o calote. ?Tirando uns quatro, cinco, o resto está atrasado três, até nove meses?, reclama. César jura que o condomínio tem feito o que pode com a pouca grana que tem em caixa. Chegou até a pagar as despesas com o dindim do próprio bolso. ?Avisamos que estávamos precisando de dinheiro em caixa, mas eles não pagaram?.

O administrador garante que o prédio tá regularizado e com aprovação do corpo de bombeiros. ?Também estamos em reforma e com isso não tem como manter tudo organizado?, sisplica. O edifício tem 17 apartamentos e uma sala comercial.

Cesar revela que o prédio tem cinco donos. Entre eles, o ex-vice-prefeito Rudis Cabral (PT) e o secretário de saúde, José Roberto Spósito.

Nem Spósito nem Cabral foram encontrados ontem pelo DIARINHO.

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