• Postado por Tiago

A enchente de novembro de 2008, que causou uma série de prejuízos para toda a comunidade peixeira, detonou também o porto de Itajaí. Dois berços de atracação foram destruídos e levados pela forte correnteza do rio Itajaí-Açu. Em visita emergencial à city, o presidente Lula (PT) sobrevoou as áreas do porto que foram atingidas e anunciou a liberação de recursos federais para que fossem iniciadas as obras de reconstrução. Foram 350 milhões de reales, através da medida provisória 448.

Foi aberto um processo de licitação pela secretaria especial de portos (SEP) para definição da empresa que seria responsável pelas obras. No dia 15 de janeiro foi anunciado que o Consórcio TSCC – formado pelas empresas Triunfo, Serveng e Constremac tinha vencido a concorrência.

Em visita à Itajaí, no dia 17 de fevereiro, o ministro da secretaria de portos, Pedro Brito, assinou a ordem de serviço das obras de reconstrução, que teriam a duração de seis meses.

Em abril, o consórcio TSCC enviou à SEP uma alteração no projeto, em virtude de mudanças que teriam que ser feitas nas estruturas de sustentação. Sem a aprovação do novo projeto, as obras não poderiam ser concluídas.

Na edição de 22 de abril, o DIARINHO noticiou que, apenas nos três primeiros meses do ano, o porto havia deixado de arrecadar 20 milhões de reais para o município. No final do mês, uma série de manifestações rolaram pela city por causa do atraso e da lentidão das obras.

Quando veio à Itajaí no final de junho para assinar a Lei da Pesca, o presidente Lula se disse decepcionado com o atraso das obras de reconstrução do porto peixeiro. “Quando voltar a Brasília, vou falar com a Dilma pra fazer a obra [do porto] andar. A draga diz que dragou, o porto diz que precisa dragar mais. O que não pode é a obra parar, já que não é só Itajaí que depende do porto, Santa Catarina e o Brasil precisam que os portos estejam funcionando direito pra fazer a economia girar”, prometeu.

Na edição de 17 de julho do DIARINHO, o engenheiro chefe do consórcio TSCC afirmou que as obras estavam a passo de tartaruga por falta de pagamento.

Na terça-feira, 21 de julho, o ministro da Secretaria Especial de Portos, Pedro Brito, disse que o Tribunal de Contas da União determinou que as obras fossem interrompidas e um novo contrato assinado, por conta das mudanças no projeto e nos custos das obras.

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