• Postado por Tiago

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Defesa civil desmente morador e diz que ele não tem laudo pra voltar pra casa

O zelador Vilmar Andrietti, 50 anos, passou um ano para conseguir reconstruir sua casa após a enchente de novembro de 2008. Agora ele tá penando pra religar a energia elétrica em sua baia. O morador do Bom Bosco, em Itajaí, conta que a Celesc tá se amarrando há três meses e alega que não pode fornecer luz sem a escritura da casa e o laudo da defesa civil. Só que a defesa civil diz que o problema é mais embaixo e que ele não vai ter luz tão cedo.

A baiuca de seu Valmir fica na rua Ernesto Polidoryo Ferreira, fundos do número 190, no Dom Bosco. Atrás da casinha simples, passa um pequeno rio, que em novembro passado atingiu a casa. A defesa civil interditou o local e o zelador, a esposa e o filho tiveram que morar de aluguel por um bom tempo.

No meio deste ano, o morador diz que recebeu o laudo da defesa civil dizendo que ele poderia voltar pra casa ? que fica numa área de invasão. Vilmar deu uma limpada na sujeirada e recebeu a ajuda do projeto João de Barro pra reconstruir o que foi estragado com a cheia. Quando achou que tudo estaria nos trinques novamente, veio mais uma surpresa: a Celesc se negou a religar a energia elétrica. ?Eles tão impedindo de retornar à minha vida?, reclama.

O zelador disse que a Celesc alega que não pode religar a luz porque Vilmar não apresentou a escritura da casa e nem o laudo da defesa civil. O morador conta que dois técnicos da empresa visitaram a baia e falaram coisas diferentes. Um deles teria feito as exigências e o outro saiu dizendo que não entendia porque a religação ainda não havia sido feita, já que a casa possui poste e caixa de luz. ?É tão simples (religar a luz), mas eu não sei mais o que fazer, aonde recorrer?, afirma Vilmar, que vive o perrengue há três meses.

Defesa civil desmente morador

Everlei Pereira, adjunto de coordenação da defesa civil peixeira, disse que nenhum laudo foi feito pra que Vilmar retorne à sua casa. O barnabé esclareceu que essa é uma orientação do Ministério Público. ?Nós não podemos emitir nenhum laudo pra religação de luz e água em área de invasão?, afirma.

A ordem do MP foi dada, segundo Everlei, na tentativa de conter o grande índice de moradias irregulares no Itajaí. O barnabé da defesa civil garante que o caso de Vilmar não é o único registrado no município. ?Quem morava em área de invasão e teve a casa interditada, não terá o laudo de religação de água e luz por parte da defesa civil?, avisa.

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