• Postado por Tiago

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Spósito diz que hospital é obra politiqueira

A mandachuva da organização mundial da família (WFO), Deisi Kusztra, cansou de esperar sentada que a prefa de Balneário Camboriú termine as obras no entorno do hospital municipal pra que as portas sejam abertas. Ela promete pintar na city ainda esta semana pra ter um plá com os vereadores, e ameaça pedinchar à dona justa que force o prefeito Edson Periquito (PMDB) a terminar a empreitada. Mas o secretário da saúde, Roberto Spósito, não quer mais falar em prazos. Ele carca que o projeto do hospital não passa de uma enganação e foi feito com fins eleitoreiros.

Dotôra Deisi diz que a maior parte do serviço da WFO terminou no dia 31 de outubro. ?Só ficaram faltando coisas que não podem ser feitas antes que terminem as obras do entorno, que ainda não estão prontas?, diz. O atraso tá deixando os milhões investidos em equipamentos às moscas. ?Não creio que vamos perder equipamentos, mas as firmas já instalaram tudo há quase um ano. Se alguma coisa não estiver funcionando, vamos ter perdido o direito de fazer reivindicações?, afirma.

A enrolação da prefa fez a toda-poderosa descer do salto. ?Eu não chamaria de descaso o que tá acontecendo, chamaria de vergonha?, carca. A bronca é porque o secretário da saúde estaria fazendo pouco caso dos pedinchos da WFO. ?Ele nunca nos procurou e quando eu o procuro, promete dar retorno e não dá. Nem plano de gestão do hospital a prefeitura tem?, diz Deisi, injuriada.

Além do corpo mole pra finalizar as obras, a prefa ainda tá devendo à WFO a bolada de R$ 914 mil. A liberação da grana foi enviada pra votação na câmara no apagar das luzes do governo Rubens Spernau (PSDB), que encomendou o projeto. Na época, o então vereador e hoje secretário de planejamento, Claudir Maciel (PPS), pediu vistas e brecou a aprovação. Desde então, o pedincho de liberação não pintou mais nas sessões da câmara.

Entisicada, dotôra Deisi tá considerando a hipótese de pedinchar à dona justa que mande abrir o hospital na marra. Ela disse que já passou por situação parecida na capital do Sergipe, Aracaju, e forçar a barra funcionou. ?Lá foi a mesma coisa. Mudou a administração e não queriam mais abrir o hospital. Onde não tem interferência política, o negócio funciona. Tá mais que na hora das pessoas que causam prejuízos à população serem penalizadas?, lascou.

A chefona vai pintar na Maravilha do Atlântico na quinta-feira. Ela foi convidada pelo vereador Fabrício de Oliveira (PSDB), que tá doido pra ver o circo pegar fogo, pra falar sobre o hospital pros edis. ?Vamos decidir junto com os vereadores que medida tomar?, avisou.

Não é o que Balneário precisa

Apesar do chilique da toda-poderosa da WFO, o secretário da saúde, José Roberto Spósito, não fala em prazos pra finalizar as obras do hospital. ?Aprendi que no serviço público não podemos falar em prazos?, soltou.

Ele diz que o projeto de gestão tá sendo definido pela prefa e garantiu que o pedincho de aditivo já foi enviado à casa do povo. Mas aproveita pra lascar que a construção do hospital municipal foi politiqueira e não serve pra nada. ?Vamos abrir o hospital o mais rápido possível, pra que a população saiba que foi enganada?, carcou.

O abobrão não concorda com o projeto da casa de saúde, que foi elaborado pra atender pessoas encaminhadas pelo programa saúde da família. ?Não tem nem pronto socorro. Na minha opinião, não atende às necessidades do município. Só faltava mesmo a WFO saber do que Balneário Camboriú precisa?, debochou.

Na mira do MP

Enquanto a WFO e a prefa travam uma batalha de blablablá, o ministério público não perdeu tempo e carcou um inquérito civil pra saber por que o hospital ainda não foi aberto. A bizolhada foi proposta pelo promotor Ricardo Dell`Agnollo, que cuida da moralidade administrativa no Balneário. O promotor disse que já mandou o pedincho de explicações à prefa. ?O prefeito tem 15 dias a partir da data de recebimento pra prestar os esclarecimentos?, avisou o dotô.

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