• Postado por Tiago

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Poucos torcedores marcilistas participaram do berreiro

Em reunião a portas fechadas, realizada na noite de ontem, os membros do conselho deliberativo do Marcílio Dias, pasmem, aprovaram as contas da diretoria do clube. Do lado de fora, torcedores fizeram um protesto miado, um dia após o rebaixamento do time na série C do Brasileirão.

A reunião contou com a presença de poucos conselheiros e do presidente do Marinheiro, Carlos Crispim, do vice de futebol, Clóvis Forlin, e do presidente do conselho deliberativo, Aldo Corrêa. O presidente do conselho fiscal, Jânio Flávio de Oliveira não compareceu, mas um relator apresentou o parecer ao conselho deliberativo. Mesmo com irregularidades apontadas pelo conselho fiscal, como a aprovação de contratos que vão além da gestão Crispim, o que é proibido pelo estatuto, os conselheiros disseram amém ao mandachuva do clube.

Por telefone, na tarde de quarta, Jânio falou que no parecer fiscal haveria uma sugestão pro conselho deliberativo. ?Sugerimos ao conselho pedir explicações ao Crispim pelas irregularidades e puni-lo de acordo com o estatuto?, falou, se referindo até a uma possível saída do cartola.

Mas nada disso rolou e as contas foram aprovadas, pra espanto de muito torcedor. Ao final da reunião, Aldo Corrêa tava puteado com a falta de Jânio. ?É uma irresponsabilidade desse presidente do conselho fiscal ir pra imprensa e falar que tinha conta furada no Marcílio. Pra isso ele é muito homem, mas na reunião manda um emissário?, lascou, injuriado.

Culpa das arbitragens

Sobre o rebaixamento do Marinheiro, o presidente Crispim botou a culpa na arbitragem. ?No jogo de ontem (terça-feira), mais uma vez fomos prejudicados por erros da arbitragem. Um gol deles tava impedido, mas o juiz validou. Também teve um pênalti não dado no primeiro tempo?, garantiu.

Pra desespero de muitos, Crispim disse que seu trabalho continua, apesar do rebaixamento, e que o time seguirá se preparando pra enfrentar o Caxias pela última rodada do Brasileirinho. ?Queremos nos despedir com uma vitória e depois repensar e definir o planejamento para darmos a volta por cima em 2010?, finalizou.

Clóvis Forlin puxou saco e fez coro ao mandachuva, até pra desviar o foco do timeco que montou. ?Jogamos bem durante quase toda a competição, mas a arbitragem determinou a queda do Marcílio Dias?, falou o cartola, que provou não entender nada de futebol profissional.

Revolta

A organizada Fúria Marcilista foi quem mais demonstrou a revolta pela queda, mas a manifestação marcada pra noite de ontem no Dr. Hercílio Luz foi meio miada. Poucos torcedores apareceram, até pela chuva que caiu na city. Apesar disso, eles levaram faixas ?agradecendo? a diretoria por mais um rebaixamento. O muro ao lado da entrada do Gigantão também amanheceu pichado, com os seguintes dizeres: Incompetentes. Fora diretoria safada.

Roberto César Venâncio, membro da Fúria, botou a culpa na cartolagem pela nova queda. ?Incompetência, falta de planejamento, falta de humildade e comprometimento dos dirigentes?, falou, completando: ?A diretoria só procurou satisfazer seus próprios egos. Ganhamos dois rebaixamentos e humilhações?.

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