• Postado por Tiago

Os presos do cadeião peixeiro e da penitenciária de São Pedro de Alcântara, na Grande Florianópolis, entram hoje no terceiro dia de greve. Ontem eles não aceitaram nenhuma das três refeições e receberam o apoio dos presos de Joinville, que também resolveram aderir ao movimento de greve de fome. Os bandidos reivindicam saídas temporárias, indultos e o direto ao regime semiaberto. Em Itajaí, 430 dos 669 detentos rejeitaram as refeições. Em São Pedro de Alcântara, estão cerca de 1,2 mil detentos, dos quais mais de 600 aderiram ao manifesto. Eles alegam que muitos já têm direito aos benefícios e até à progressão da pena.

O administrador interino do presídio peixeiro, José Luiz dos Santos Araújo, o Carioca, explica que os presos pedem a revisão dos processos e só vão abandonar a greve de fome quando terminar o exame de cada caso da penitenciária de São Pedro de Alcântara. Em Itajaí, os 430 presos que estão sem comer desde segunda-feira também estão sem receber visitas. Até o fechamento desta edição, eles só tavam aceitando receber água. O juiz corregedor da 3ª Vara Criminal de Itajaí, Carlos Roberto da Silva, proibiu, na noite de segunda, a entrada de novos presos, atendendo ao pedido do Ministério Público (MP) de Santa Catarina, e limitou a capacidade em 500 detentos.

A unidade foi construída para abrigar 198 detentos. Apesar da mobilização da bandidagem, o clima no presídio peixeiro é considerado tranquilo pelo administrador interino do cadeião.

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