• Postado por Tiago

A questão dos contratos feitos de maneira irregular, que vão além do seu mandato, também foi falada por Crispim, que tentou justificar a situação. O presidente admite que dois deles, com a Sport Shoes e com Pedro José Marcelo, foram assinados com data posterior à sua saída, o que é proibido, mas disse que só rolaram porque o clube precisava de dinheiro, e que não será prejudicial pra próxima presidência. “Um deles extrapolou três meses, mas porque o clube necessitava. Além disso, o que entrar após a saída do presidente será usado pela próxima diretoria”, destacou o presidente, garantindo também que a entrada deste dindim está no livro-caixa.

Já o rolo dos contratos assinados pelo presidente do conselho deliberativo, Aldo Correa, sem passar pelos outros conselheiros, segundo Jonas não é ilegal. Ele explicou que o artigo 57 do estatuto do Marcílio Dias dá ao presidente do conselho deliberativo a liberdade de analisar se precisa ou não convocar os conselheiros pra assinatura de contratos. “Este estatuto é novo e este artigo dá a possibilidade. O Aldo entendeu que não precisava ter a assinatura de todos os conselheiros, por isso assim o fez”, justificou o supervisor geral dos departamentos financeiro e administrativo.

Salários e dívidas

A cartolagem não quis divulgar quanto gasta mensalmente pra manter o clube na ativa. Mas Crispim falou que a arrecadação gira em torno de 27 mil reais, o que considera muito pouco pra tudo funcionar direitinho. Pra esta série C, com o patrocínio de 50 mil mangos mensais da Localfrio, o cartola afirmou que aliviou um pouco, mas nada que dê pra pagar as dívidas.

Os salários dos jogadores, segundo Crispim, não estão tão atrasados como todo mundo pensa. Em relação ao elenco da série C deste ano, somente o mês de junho estaria em atraso. “E estamos nos movimentando pra acertar essa questão”, garantiu.

O que pega mesmo, conforme o presidente, é a grana da série C do ano passado, bonificações daquela competição, além dos salários do elenco do Catarinão 2009. “Devemos aos atletas que permaneceram no clube e aos que foram embora, salários e premiações destas duas competições. Nada além disso”.

E os 100 mil reais?

O Marcílio Dias também recebeu uma verba da prefeitura de Itajaí, no valor de 100 mil reais. No repasse, ela deveria ser direcionada pras categorias de base, mas a questão não foi muito bem explicada pela cartolagem. “A verba foi liberada pra isso, e pra isso usamos”, afirmou Jonas.

Mas como o próprio DIARINHO já noticiou na época, Crispim queria a grana pra pagar salário do elenco profissional. Ontem, o presidente garantiu que foi tudo um mal-entendido. “A verba não foi usada pra salários. Usamos pra estruturar a base, pagando alimentação, transporte, hospedagem e material esportivo. Só que como a base e o profissional usam a mesma estrutura, ambos foram beneficiados”, enrolou Crispim.

Falando de time…

O presidente aproveitou pra explicar a proibição dos jogadores e comissão técnica falarem com alguns órgãos de imprensa. “Estamos investigando pra ver de onde saiu a ordem de não falar com o DIARINHO. Em momento nenhum decretamos isso”. Já a equipe esportiva da Rádio Clube continua proibida. “Eles nos ofenderam moralmente, fizeram criticas não-construtivas”, lascou.

Crispim também deu sua versão pro time ser rebaixado no Catarinense, além da situação complicada na série C. “No Catarinense foi porque não tínhamos dinheiro. Que jogador entra em campo motivado, sem salário?”.

No Brasileirinho, um dos fatores apontados é a arbitragem, principalmente nos jogos contra Brasil e Marília, fora de casa. “Tivemos três tropeços em casa e dois fora. Mas a arbitragem contribuiu pra esta situação. Fui na federação catarinense e protestei. Essa situação é vergonhosa, fomos muito prejudicados”, chorou Crispim, que deve acreditar em Papai Noel e Coelhinho da Páscoa, pois acha que o Marcílio não será novamente rebaixado. “Acredito na nossa permanência na Série C”.

O cartola encerrou a entrevista afirmando que não tentará reeleição, pra alegria de muito torcedor. “Talvez permaneça como conselheiro, mas com certeza não tentarei nenhum cargo eletivo”.

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