• Postado por Tiago

Se sair do papel, coordenadoria vai tomar conta do canil municipal

Não vai rolar este ano a criação da coordenadoria de promoção e defesa dos animais, como solicitaram os voluntários da causa animal na semana passada. O prefeito Jandir Bellini disse que este ano não tem dindim, mas prometeu, em troca, assinar um convênio com a Associação Itajaiense de Proteção Animal (Aipra) pra custear o trabalho dos voluntários, que vivem tirando do próprio bolso pra salvar os bichinhos maltratados. Ainda não saiu o valor do convênio, pois o projeto ainda tá sendo montado, mas vai pagar os veterinários e os custos de locomoção dos voluntários no resgate de animais doentes.

A solicitação de um encontro com o prefeito Jandir Bellini partiu do presidente da Aipra, Roberto Pereira, ao vereador Níkolas Reis (PT). Acompanhado do JC, colunista do DIARINHO e outro ativista da causa animal, a dupla foi defender a criação de uma coordenadoria pra dar conta da problemática dos animais de rua. Caberia à coordenadoria elaborar e supervisionar políticas de defesa à vida animal, administrar o canil público, promover ações preventivas e combater os maus-tratos, fazer campanhas de conscientização e castração da população animal de rua e instituir a patrulha em substituição à temida carrocinha.

Bellini disse que este ano o cofre da prefeitura tá vazio por causa da desgraceira da enchente, que diminuiu a arrecadação de impostos, por isso empurrou a coordenadoria com a barriga pro ano que vem. Já Nikolas garante que o código animal, que regulamenta as ações em benefício dos bichinhos, entra em breve na pauta na câmara. ?Existe a função de diretor do canil, mas não está no papel. O código vai regulamentar não só as funções, como os serviços prestados e infra-estrutura?, explicou Roberto Pereira, presidente da Aipra.

O código classifica os animais silvestres, exóticos, domésticos e domesticados. Proíbe qualquer agressão ou submeter os animais a situações humilhantes, como aqueles que deixam os animais presos em correntes curtas, em locais pouco ventilados e sem água e comida suficientes. E exige a licença da autoridade competente pra quem cria e vende filhotes em vitrines de pet shops e agropecuárias. ?Quem cria pra vender deverá ter um veterinário responsável e uma empresa para fornecer nota fiscal. Se vender um animal prometendo que ele não vai crescer muito e acontecer o contrário, a pessoa não pode devolver, mas o criador vai ter que pagar uma multa?, exemplifica.

Patrulha em vez de carrocinha

A lei também regulamenta o controle populacional de cães e gatos, proibindo o sacrifício dos bichinhos, a não ser em caso de extremo sofrimento. E um capítulo bem polêmico, que proíbe a utilização de animais em circos, que costumam torturar os bichinhos para aprenderem os malabarismos, além de confinar grandes animais em locais mínimos.

Outro item importante é a regulamentação dos veículos de tração animal. A partir da aprovação do código, os carroceiros vão ter que andar na linha, sendo obrigados a ter licença da prefa pra circular – e sem criança na boleia. Para conseguir o alvará, o carroceiro deverá apresentar um laudo veterinário atestando a saúde do animal, comprovar sua alimentação e descanso e apresentar carteira de vacinação. Além de terem horários e locais determinados para circular. Já a patrulha vai resgatar animais vítimas de de maus tratos, atropelamento, doenças, e fêmeas prenhas ou com filhotes.

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