• Postado por Tiago

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Só as operações podem salvar o pequeno Matheus. Os pais estão desesperados

O guarda de trânsito itajaiense Domingos Luciano Paes, 33 anos, e a agente de educação Cristiane Ellen dos Santos, 29, tão penando pra conseguir pagar as contas feitas durante a primeira cirurgia do filho, Matheus Henrique, de três meses, que nasceu com o coração capenga. A próxima cirurgia do anjinho tá marcada pra novembro, mas os pais não têm dinheiro sequer para levá-lo a Curitiba, onde vai rolar a operação.

Cristiane ficou sabendo que o pequeno Matheus tava mal ainda no parto. O médico Denílson José de Souza, especialista em ultrassom e medicina fetal, fez o diagnóstico da doença. O parto precisou ser feito num centro especializado em cardiopediatria, em Curitiba.

Matheus nasceu com má formação do coração. Na cirurgia que teve que fazer logo depois que nasceu, os médicos precisaram usar um anel de silicone para alargar uma artéria que tem tamanho menor que o normal.

Outro problema no coração do anjinho é que ele só tem um ventrículo, o outro é atrofiado. O ventrículo é uma câmara no coração responsável por bombear o sangue pra outras partes do corpo. É como se o menino tivesse metade das funções de um coração normal. Pra escapar da morte, a criança terá que fazer mais três cirurgias até os dois anos.

Na primeira operação, o plano de saúde da mãe cobriu as despesas médicas. ?Mesmo assim tivemos muitos gastos, alguns exames que não podiam esperar pela autorização do plano, além do transporte, hospedagem e alimentação?, conta Cristiane.

O médico Denílson Souza disse ao DIARINHO que as mães têm que fazer o ultrassom morfológico entre a 20ª e a 22ª semana de gravidez. Se uma má formação cardíaca for diagnosticada no útero, as chances de salvamento do bebê superam os 90%. Mesmo sendo uma doença grave, o médico informa que a má formação cardíaca é relativamente comum. No centro em que ele trabalha, são diagnosticados mais de 30 casos por ano. Cristiane descobriu na 38ª semana.

Família tá na pior

A doença do pequeno Matheus acabou deixando Domingos e Cristiane na pior. ?Fui pagando tudo no cartão de crédito. Só pensei em salvar meu filho?, justifica o agente da Codetran.

Depois da primeira cirurgia, Domingos fez um plano de saúde com cobertura nacional, porque já sabia que iam ter mais cirurgias em Curitiba. A criança já pode fazer os exames pelo novo plano, mas pra uma nova cirurgia a carência é de seis meses. ?Os médicos tão tentando ver se o plano cobre, porque ele [Matheus] não pode esperar tanto tempo?, conta Cristiane.

Domingos tá com uma dívida de aproximadamente R$ 4 mil e tá refinanciando sua motoca pra arrumar grana. A família tá pagando um monte de juros, deixou cortar o telefone e tentou reduzir o quanto pôde os gastos da casa. ?Pagando aluguel, água, luz e o mínimo do cartão sobram R$ 200, mas só dois dos remédios dele custam R$ 100. Sobram R$ 100 pro resto das despesas?, contabiliza a mãe.

A associação Educacional Artístico e Sócio Cultural [Assedasc] e o ministério de Adoração Restituir [MAR] tão ajudando a família. Luiz Carlos Savela, da Assedasc, e o pastor Lourival Pera, do MAR, tão planejando um bingo pra dezembro. Por isso, tão pedindo uma força pros comerciantes que puderem doar prêmios legais, como TVs, aparelhos de som ou qualquer outra coisa que possa atrair o povo pro bingo.

Os pais também tão pedindo uma força pras farmácias de manipulação que puderem doar ou pelo menos fazer um desconto pros dois remédios mais caros do menino. O MAR fica na rua André Barbi, na Vila Operária. Os contatos pra ajudar podem ser feitos com o Luiz Savela, no (47) 9921-2383.

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