• Postado por Tiago

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Seguradoras de fora roubam clientela ligada ao setor portuário e não recolhem impostos

Para os corretores de seguro, a redução da alíquota de ISS para o setor tem que vir junto com outra medida: a fiscalização em cima de corretoras de outras cidades e regiões do país que atuam em Itajaí e não pagam o imposto. ?É uma concorrência desleal, que acaba prejudicando todo mundo?, diz Abraão João Francisco, coordenador do núcleo setorial das corretoras de seguro da associação Empresarial de Itajaí (ACII).

Seguros de cargas portuárias, que em geral são de alto valor, estão entre os preferidos de corretoras de outras cidades. Abraão diz que as seguradores ligadas às concessionárias de veículos com lojas em Itajaí também não recolhem o imposto sobre serviços. ?Nossa maior cabreiragem é com essa concorrência?, alfineta.

O auditor fiscal Nabor Afonso Arruda Coelho garante que a prefeitura já está agindo. ?Esta semana já intimamos 11 corretoras e seguradoras que não recolhem o imposto na cidade?, informou.

Pelas contas do coordenador do núcleo setorial das corretoras da ACII , Itajaí tem hoje 55 corretoras funcionando e pagando o ISS. Nos últimos 10 anos, algo em torno de 20 deixaram a cidade. ?Foram pra Navegantes, onde o ISS é de 3%, ou pra Brusque e Blumenau, onde é de 2%?, afirma. Com a redução da alíquota do imposto, acredita Abraão, a tendência é que aqueles corretoras voltem a se instalar em Itajaí, onde o mercado é mais promissor para esse tipo de negócio.

As corretoras recolhem hoje algo em torno de R$ 65 mil por mês de ISS, informa o auditor Afonso. Com a redução da alíquota, essa arrecadação deve cair para aproxidamente R$ 45 mil. ?Mas o aumento de volume de negócios, a diminuição da sonegação e a volta das corretoras compensará essa perda?, acredita.

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