• Postado por Tiago

Ideli garante que os recursos virão pra Santa & Bela de outra maneira

Ideli garante que os recursos virão pra Santa & Bela de outra maneira

O corte de emendas parlamentares pra Santa & Bela no orçamento da União dividiu mais ainda a bancada catarinense em Brasília. O Estado perdeu R$ 160 milhões, que seriam destinados por meio de emendas dos deputados federais. As emendas sofreram um corte de mais de 50%, acima da média nacional, que foi de 25%. O Rio Grande do Sul perdeu pouco mais de 17% de emendas. A tesourada mais significativa veio do Ministério da Integração Nacional. O valor pra obras preventivas a desastres, que era de R$ 50 milhões, foi zerado.

Pro deputado federal Paulinho Bornhausen (DEM) isso foi uma baita sacanagem com o Estado, que ainda implora que o governo federal libere grana pra reconstrução após a tragédia da chuva do ano passado. ?Na época da enchente trouxemos para Santa Catarina o relator do orçamento e ele prometeu pegar esta rubrica e aumentar de R$ 20 para R$ 50 milhões. E ele fez. E agora, para nossa surpresa, indignação e revolta, a emenda foi zerada e esse dinheiro foi levado para outros lugares?, diz o deputado.

Pra ele, parece que tão perseguindo o Estado. ?É uma falta de prestígio político, principalmente dos parlamentares ligados ao governo federal. Não há justificativas para o corte aqui ser o dobro da média nacional. Olhando o corte você observa que o dinheiro foi encaminhado para outros projetos em outros lugares no Brasil. Santa Catarina ficou com R$ 141 milhões enquanto que Rondônia ficou com R$ 241 milhões. São números incontestáveis. O PT se lixa para Santa Catarina?, reclama.

Do outro lado

A fiel escudeira do governo do Lula da Silva (PT), a senadora Ideli Salvatti (PT), não gostou do tom amargo e rancoroso que tão falando do corte do governo federal pro Estado. Ela lembra que o governo teve que se enquadrar pra superar a crise internacional. ?Somos um dos primeiros países do mundo a sair da crise. Foram tomadas medidas que ajudaram a economia a rodar. Só que em termos de arrecadação, reduziu. E foi preciso fazer ajustes de orçamento. Então tem que cortar o que tem menor probabilidade de ser executado?, conta.

Ideli garante que as emendas cortadas foram as coletivas e não as individuais. ?As emendas de bancada, as coletivas, são historicamente muito difíceis de serem executadas. O corte que foi feito não é um dinheiro que deixa de vir. São emendas que normalmente não são executadas. Portanto o corte não significará dinheiro a menos para Santa Catarina?, garante.

Além da grana pra obras de prevenção a desastres, também cortaram grana que seria usada pra melhorar o acesso ao aeroporto Hercílio Luz e ao estádio do Avaí, na capital. A prefa de São José também foi tesourada. Dos R$ 19 milhões que seriam usados pra infraestrutura, devem chegar à city R$ 14.

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