• Postado por Tiago

Há crimes que causam tanta revolta que a comunidade perde o bom senso e resolve fazer justiça com as próprias mãos. O DIARINHO registrou dois casos que entraram pra história. O primeiro rolou em dezembro de 1986, quando 25 taxistas de Itajaí e Balneário Camboriú foram fichados pelo linchamento de Antônio Carlos da Silva, Márcio José da Silva e Norberto Hernani Rosa, que mataram e arrastaram dois taxistas pela BR-101, deixando-os desfigurados. Revoltados, os taxistas cercaram o carro onde estavam os malacos e os levaram para um terreno na Canhanduba, onde foram espancados até à morte.

Mas nem sempre os justiceiros acertam no julgamento sumário. Em 22 de dezembro de 1988, amigos do pai do garoto Ricardo Alexandre, sumido há mais de um ano, raptaram e deram uma camaçada de pau no umbandista Ederaldo Pereira do Santos. Tava rolando boato de que as crianças estariam sumindo por conta de feiticeiros, como rolou com o menino Evandro, no Paraná, e os praticantes de umbanda ficaram visados. Mas nada ficou comprovado.

Em 1988, o judoca Nilson Borba foi acusado de fotografar alunas nuas e tentar estuprá-las em sua academia, em Balneário Camboriú. Em 1992, quem traiu a confiança do povão foi Humberto Vieira, pastor da igreja Centro Evangélico, de Camboriú.

E quando acontece dentro da própria família, o abuso sexual é ainda mais chocante. Em 28/09/89, o DIARINHO noticiou que Geraldo dos Santos Collaço, 38 anos, bêbado como um gambá, estuprou a filha de 13 em frente a família, na sua baia em Cordeiros. Em 2001, o caso mais estarrecedor: Edicarlos Martins, 28, foi condenado a um ano de cadeia por abusas de uma criança de um ano, que foi achada pela mãe cheia de mordidas e hematomas.

  •  

Deixe uma Resposta