• Postado por Tiago

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Dona Mercedes não suporta mais o cheiro de merda e a mosquitada que tem no esgoto

A aposentada Mercedes Maria Ramos, 64 anos, não sabe mais a quem recorrer pra se livrar de um córrego de cocô que passa pelo quintal da sua casa, no bairro Pioneiros, em Balneário Camboriú. A água fedida tem provocado infiltrações na baia e ela não consegue vender nem alugar o imóvel. Pra completar, conta que os fiscais da vigilância sanitária não dão bola pro problema. ?São os únicos que poderiam me ajudar e tão de olhos e nariz tapados. Não tem outra explicação?, reclama.

Dona Mercedes comprou sua casa, que fica na rua Justiniano Neves, há seis anos. O problema teria começado pouco tempo depois, por conta de uma caixa de sumidouro rachada, no terreno do vizinho. ?Há anos que convivo com esse esgoto correndo ao lado do meu muro. Peguei nojo disso aqui?, diz a aposentada.

Mesmo com o asco, ela tirou as lajotas que botou pra cobrir o córrego de água fedorenta e mostrou a merdança ao DIARINHO. O cheiro e a cor são de merda e uma renca de mosquitinhos usa o local como berçário. ?Os fiscais vieram aqui há uns dois meses, olharam e disseram que é água da chuva. Onde já se viu água da chuva com esse cheiro? Eu não sou ignorante nem burra?, carca.

Com a incomodação, dona Mercedes não consegue mais nem dormir direito. ?Tô tomando calmante e o médico disse que tô estressada. Não é fácil ver minha casa se destruindo e não poder fazer nada. Isso é desumano?, lamenta.

Não achou denúncia

Leonardo Santos, coordenador de saneamento da Vigilância Sanitária do Balneário, disse desconhecer o reclamo de dona Mercedes. ?Não registramos nenhuma denúncia nesse endereço?, afirmou.

Ele informou que a única bizolhada que rolou na rua Justiniano Neves, nos últimos tempos, foi em uma casa com outro número, no dia 29 de outubro, mas a ocorrência ainda tava em aberto. ?Tá na mão do fiscal. Mesmo assim, não podemos afirmar que essa denúncia seja a dela?, ressaltou.

Leonardo disse que a aposentada deve entrar em contato com a vigilância dinovo, através do telefone 3261-6200, e pedir uma fiscalização.

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