• 01 ago 2009
  • Postado por Tiago

Maravilhas da engenharia costeira

Afinal, AINDA QUEREM saber de quem é a casa?

Ontem, quando publiquei a foto de uma horrenda quadra de tênis sobre pilotis avançando mar adentro, na Praia do Meio, em Florianópolis, propus uma brincadeira de adivinhação, pra gente descobrir de quem é a casa.

Houve quem dissesse que era do Djalma Berger, irmão do prefeito de Florianópolis e atual prefeito de São José. Tudo indica, no entanto, que a propriedade dos Berger não é ali. Eles até têm outros terrenos e casas na cidade, pelo menos um dos quais esteve envolvido em controvérsias por conta de uma detonação de rocha. Mas não seriam responsáveis por isso aí.

Estava me preparando para ir além na pesquisa, quando resolvi que não quero mais saber de quem é a casa. É suficiente que seus proprietários saibam que a gente sabe o tipo de gente que eles são.

E isso vale para todos e todas que avançam no bem público (que tanto pode ser dinheiro dos impostos como áreas públicas) achando-se muito espertos. A Justiça nem sempre os alcança, mas a gente sabe o que eles fizeram. O que fazem. O que estão sempre fazendo.

Isso de avançar sobre o mar é um comportamento que há alguns anos era considerado normal. Até ajudava a mostrar um certo poder financeiro e político. Dava status. Hoje, felizmente, isso está mudando. As novas gerações já não acham assim tão bacanas os bacanas que projetam suas construções de gosto duvidoso por cima da restinga, das pedras, da areia e do mar. Os autores de tais façanhas talvez nem saibam o dano que causam às suas próprias imagens, com essas obras. Passam a ser conhecidos, na cidade, como novos-ricos deslumbrados e/ou bregas. E devem achar que tudo se deve à inveja que temos do dinheiro deles. Que nada. Ninguém tem inveja daqueles que não sabem usar, com inteligência, sua riqueza.

SOBRE AS ONDAS… Dei uma rápida espiada no Google Earth pra mostrar, de outro ângulo, a “casinha” da Praia do Meio. E achei, por ali, mais algumas “obras de arte” que desafiam o nosso entendimento

RETROSPECTIVA ESPECIAL: QUATRO ANOS DE OLHO NA CAPITAL

No mês do aniversário, todo dia tem alguma coisinha de 2005, pra lembrar como tudo começou

A Coluna

A coluna é uma das partes mais importantes do corpo humano. Mantém a gente em pé, segura a cabeça erguida. Como a natureza é sábia, ela fez a coluna com algum movimento. Pode (e deve) curvar-se um pouco, sem qualquer problema.

Esse movimento natural da coluna se chama jogo de cintura. Se a coluna ficasse completamente rígida, sem qualquer movimento, poderia quebrar facilmente, como um galho seco.

Mas também não devemos ter a coluna muito mole, que dobre com qualquer ventinho. É perigoso curvar demais a coluna, porque a bunda fica muito exposta e a cabeça encosta na lama. Entre os políticos isso tem acontecido muito.

Todo eleitor deveria ter um aparelhinho (que ainda não foi inventado) para medir o quanto a coluna dos políticos em quem pretende votar se curva. Quando a coluna fosse flexível demais, acenderia um aviso de perigo: “cuidado, esse aí fica de quatro com muita facilidade”.

Portanto, assim como a coluna dos homens de bem, esta coluna que hoje inicio terá jogo de cintura, mas não se curvará demais. Justamente porque não quero mostrar a bunda e não gosto de lama na cara.

Sejam bem vindos. Espero que voltem sempre.

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