• 18 ago 2009
  • Postado por Tiago

A culpa é dos cruzeiros

Vocês devem ter lido (até eu comentei aqui) aquela matéria da revista Exame onde se dizia que, discretamente, o Costão do Santinho tinha sido colocado à venda.

No último dia 12 a direção do Costão publicou uma nota, afirmando que não era bem assim, que não ofereceu o empreendimento para venda, mas? se alguém aparecer, não deixará de atender, oferecer um cafezinho e ouvir a proposta.

E aí, sabe aqueles textos que a gente às vezes perde o momento exato de colocar um ponto final? Pois é, escreveram um parágrafo a mais, pra tentar explicar as informações da revista, sobre a queda na ocupação. E pisaram nos calos dos cruzeiros marítimos, colocando neles parte da culpa pelas dificuldades da hotelaria de turismo:

?Também nos preocupa a absoluta passividade das autoridades federais de turismo diante do avanço dos cruzeiros de cabotagem, que oferecem concorrência assimétrica. Estes navios são locados a preços inferiores (durante nosso verão o hemisfério norte está em baixa temporada), não pagam impostos nem encargos trabalhistas e ainda contam com os cassinos a bordo como fortes diferenciais competitivos.?

Foi o que bastou para que a Associação Brasileira de Empresas Marítimas (Abremar), com o apoio da Associação Brasileira de Terminais de Cruzeiros Marítimos (Brasilcruise) subisse nas tamancas, publicando em resposta uma nota onde mostra o papel complementar, na indústria turística, que podem ter as duas atividades. Que não precisam ser excludentes.

As íntegras das duas notas e demais detalhes dessa discussão toda estão no blog do Ernesto São Thiago (ernestosaothiago.blogspot.com), que é da da Associação Catarinense de Marinas, Garagens Náuticas e Afins (Acatmar).

Pra apimentar o debate, é bom lembrar que embora Santa Catarina seja oficialmente favorável ao incremento do uso de seus portos pelos cruzeiros marítimos, o presidente do Conselho Estadual de Turismo é o dono do Costão do Santinho, Fernando Marcondes de Mattos.

Benedet e o projeto Portas Abertas

Teve seqüência, no final de semana, o fabuloso projeto Portas Abertas, idealizado pelo LHS e colocado em prática pelo Benedet, com o valioso auxílio daquele outro menino, como é mesmo o nome dele? Aquele, que cuida das penitenciárias.

Mais uma fuga em massa, para orgulho de todos nós, que almejamos um estado seguro e eficiente. Naturalmente, é preciso destacar a participação de toda a cúpula, tanto da PM como da PC, porque cúpula que é cúpula não deixa as chefias ao desabrigo.

Se a sociedade civil desorganizada e insegura me perguntasse, eu diria que é preciso urgentemente dar alguma medalha para o Benedet. Porque nunca, nessepaís, alguém deu contribuição tão valiosa para resolver o problema da superlotação das cadeias.

Como o LHS gosta de dizer e fazer, ao final dos discursos, vamos levantar a mão direita e, socando o ar, com alegria e convicção, gritar: ?Viva o Benedet! Viva o LHS! Viva o projeto Portas Abertas! E salve-se quem puder!?

RETROSPECTIVA ESPECIAL: QUATRO ANOS DE OLHO NA CAPITAL

No mês do aniversário, todo dia tem alguma coisinha de 2005, pra lembrar como tudo começou

EXCLUSIVO! SENSACIONAL!

O Diarinho é phoda!

deolho18--pardal Conseguimos fotografar os tais pardais que a prefeitura de Florianópolis botou pra fiscalizar as sinaleiras e que estão deixando tanta gente incomodada.

Por falar nisso, falei ontem com o presidente do IPUF, Carlos de Farias, sobre um problema realmente grave: a falta de sincronia entre sinaleiras de uma mesma avenida ou área. Ele explicou que a administração dos tempos dos semáforos é feita por computadores, cuja programação visa manter o sinal aberto o maior tempo possível. E, como todos sabemos, em algumas horas há um excesso de tráfego. Em todo caso, ele informou que os técnicos estão verificando se é possível melhorar as condições para que, pelo menos no trecho principal da Beira-Mar Norte, ocorra um fenômeno conhecido como onda verde: quando o sujeito que trafega a 70 ou 80 km/h encontra todos os sinais abertos, que é uma coisa realmente civilizada.

Essa é uma queixa relativamente antiga de muita gente, tanto de quem conhece engenharia de tráfego quanto de leigos, que não se conformam em pegar duas sinaleiras fechadas numa mesma avenida, em menos de dois ou três quilômetros.

Quanto aos pardais, nada a fazer. Mas é só passar por eles no limite permitido e não parar sobre a faixa de pedestres, que eles nem piam. E são mais simpáticos que os guardas municipais.

NOTA DE FALECIMENTO

Luiz Fernando Veríssimo anunciou ontem a morte de um de seus personagens mais famosos: a Velhinha de Taubaté.

?Morreu no último dia 19, aos 90 anos de idade, de causa ignorada, a paulista conhecida como ?a Velhinha de Taubaté?, que se tornou uma celebridade nacional há alguns anos por ser a última pessoa no Brasil que ainda acreditava no governo?, diz Veríssimo na crônica publicada em vários jornais.

As circunstâncias da morte ainda são misteriosas: ?a Velhinha acreditara em Lula desde o começo e até rebatizara o seu gato, que agora se chamava Zé. Acreditava principalmente no Palocci. Ela morreu na frente da televisão, talvez com o choque de alguma notícia. Mas a polícia mandou os restos do chá que a Velhinha estava tomando com bolinhos de polvilho para exame de laboratório. Pode ter sido suicídio?.

Para quem não a conhecia, Veríssimo esclarece que ?a Velhinha sempre acompanhou a política e acreditou em todos os governos desde o de Getúlio Vargas, inclusive em todos os colaboradores dos governos militares, ?até?, como costumavam dizer muitos na época, com espanto, ?no Delfim Netto!?

?O presidente Sarney telefonava freqüentemente para Taubaté para saber se a Velhinha, pelo menos, ainda acreditava nele, e Collor foi visitá-la mais de uma vez para pedir que ela não o deixasse só?.

Este foi, com certeza o mais eloqüente indício que o País atravessa a maior crise da sua história republicana.

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