• 19 ago 2009
  • Postado por Tiago

Transparência tem dessas coisas…

Aos poucos a gente vai tendo acesso a informações que andavam meio escondidas ou eram difíceis de acessar. Na Assembléia Legislativa de Santa Catarina, por exemplo, tem uma página, na internet, onde se pode ler o nome de todos os servidores lotados nos gabinetes e nos vários setores: é a tal “Pesquisa de servidores por lotação” (www.alesc.sc.gov.br/portal/pesquisa_lotacao.php).

No gabinete do deputado Jorginho Mello (PSDB, presidente da Casa) o primeiro nome da lista é o de Aguinaldo José Loureiro. Pra quem não conseguiu unir o nome ao sobrenome, trata-se do pai do presidente da Camara de Vereadores de Florianópolis, Gean Marques Loureiro (PMDB).

A leitora fofoqueira que me passou a dica, garante que, se ligar para o gabinete do deputado Jorginho e perguntar pelo Aguinaldo, a turma não sabe de quem se trata e diz que ele não trabalha ali.

Mas… e sempre tem um mas nessas histórias, o seu Aguinaldo poderia ser visto e encontrado quase todos os dias no gabinete do filhão, presidente da Câmara de Vereadores.

Antes que levem muito a sério a historinha acima, é bom lembrar que tem casos parecidos (de abrigo de figuras conhecidas nas aconchegantes tetas do legislativo), em muitos gabinetes. Se começar a puxar o fio da meada, dá pra tricotar puloveres para um batalhão.

Fofocas à parte, a ferramenta de pesquisa de servidores por lotação, da Alesc, é uma contribuição importante para que a gente (a pequena parcela da população que se importa com isso) possa fiscalizar os nossos representantes. Não que isso vá fazer muita diferença. Afinal, o que se viu nas eleições anteriores é que o eleitor dá pouca importância à forma como os políticos se comportam.

Jornal do Senado ensina a fazer pizza

Vejam só como são as coisas… o presidente do Senado, José Sarney, pra não dar chance ao azar, trocou o responsável pela Comunicação daquela augusta Casa de Leis. (Re) Colocou o sempre fiel Fernando Cesar Mesquita na chefia.

Pois não é que, mesmo com todos esses cuidados, a coisa ainda foge do controle? Olha só a notinha que foi publicada ontem no blog do Noblat:

Jornal do Senado dá receita de pizza (É sério. Juro.)

No país da piada pronta, o troféu da melhor piada deste início da semana vai para o Jornal do Senado.

Na sua edição de ontem, na página 16, tem uma reportagem sob o título “Saiba aproveitar o alimento por inteiro”. No pé da reportagem são oferecidas algumas receitas.

Uma delas se chama “Pizza fingida”. Aprenda como é fácil fazer uma “pizza fingida”.

Ingredientes

3 pães amanhecidos; 1 lata pequena de molho de tomate; cebola, salsinha e sal a gosto; 2 ovos

Modo de preparo

Forrar uma forma com fatias finas de pão. Colocar o molho por cima juntamente com a cebola e a salsinha. Bater as claras em neve e misturar com as gemas. Cobrir os pães com este creme. Leve ao forno por aproximadamente 20 minutos.”

Viram? É mais simples do que vocês imaginavam, né não?

RETROSPECTIVA ESPECIAL: QUATRO ANOS DE OLHO NA CAPITAL

No mês do aniversário, todo dia tem alguma coisinha de 2005, pra lembrar como tudo começou

UÊBA!

Já sei namorar, já sei beijar de língua, já dei entrevista para a rádio Univali FM… agora só me resta dar autógrafos!

Ontontem estive nos amplos e modernos estúdios da Univali FM, para uma entrevista simpaticíssima e gentilíssima capitaneada pela espetacular Lisa Simpson, acompanhada por uma equipe de belas alunas e um aluno cujo nome deve ser Zonta (zonta outra).

O programa (Censura Livre) deve se transmitido qualquer dia desses para crianças de 8 a 12 anos.

As perguntas foram todas muito corteses, permitindo que eu respondesse sem mentir e sem ficar irritado. Mais ou menos como uma CPI do bem.

Claro que, como pano de fundo (invisível para os ouvintes, porque rádio não tem imagem), estava uma única questão: “O que é que um senhor respeitável está fazendo num jornal como o Diarinho?”

Citaram pelos menos nove vezes o fato de que eu tenho 30 anos de profissão, o que, se por um lado ajuda no processo de aposentadoria, por outro atrabalha naquelas questões de beijar na boca.

Pois bem, eu sou um cinqüentão atípico, que acha o Diarinho o máximo e acredita que em pouco tempo será um dos três maiores jornais do estado. E a médio prazo terá uma história que poderá ser contada com orgulho em qualquer congresso de editores de jornais, em qualquer lugar do mundo.

E se tem alguém que ainda acha que o Diarinho não é um jornal sério, acho bom começar a prestar atenção, para não ser soterrado pelos fatos.

ABRAÇOTERAPIa

Já que é final de semana acho importante contar pra vocês sobre um estudo que li numa revista norte-americana de medicina psicossomática: o abraço beneficia a saúde do coração, em todos os sentidos.

O estudo mostrou que abraços “elevam os níveis do hormônio oxitocina e reduzem a pressão sangüínea, o que leva a uma diminuição do risco de doenças do coração”.

Pra variar, as mulheres reagem melhor ao abraço que os homens, inclusive com uma redução maior da pressão sangüinea.

A experiência é simples e pode ser feita por qualquer um: por dez minutos o casal conversa sobre coisas agradáveis, que achem legais. E depois se abraçam por pelo menos 20 segundos. O corpo reage e a saúde melhora. Fácil, né?

LOTAÇÃO ESGOTADA

A rede hospitalar de Florianópolis está completamente superada. Não dá vencimento para a demanda dos habitantes da cidade e ainda tem que receber pacientes de outras cidades onde a situação é ainda pior.

Ontem, sexta-feira à tarde, perguntei a uma das equipes que faz atendimento de emergência na cidade (numa UTI móvel), como estavam as vagas. Um olhou para o outro com enorme desolação e disseram que não tinha uma única vaga: “pode ter o melhor plano de saúde do País, o mais caro, pode ser paciente particular, não tem vaga”. E nem era sexta à noite.

O último grande hospital construído na capital foi o Regional de São José, há uns 20 anos. E a população tem crescido muito.

Sem vagas, os hospitais ainda enfrentam problemas sérios para atender quem está internado. Foram perdendo, aos poucos, as características de centros de referência e hoje prestam serviços no limite do aceitável. Ainda assim, graças aos servidores, abnegados e esforçados, que lutam diariamente contra a situação desesperadora em que se encontram os hospitais.

Lamentavelmente, o melhor plano de saúde para um florianopolitano é uma passagem aérea para São Paulo (uma hora de vôo, menos tempo que ficará numa maca aguardando atendimento aqui) ou mesmo Porto Alegre ou Curitiba, mais próximas.

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