• 19 set 2009
  • Postado por Tiago

empresa estatal familiar

A sexta-feira amanheceu chuvosa para o clã petista histórico Mescolotto-Salvatti. O Diário Catarinense publicou reportagem da Ana Minosso, contando mais algumas aventuras familiares em busca do dinheiro público (?Novos contratos unem a família?).

Trechinho:

?A Eletrosul contratou a empresa Sol Comunicação, Planejamento Estratégico e Organizacional, que tem como sócia-diretora Maria Solange Fonseca, nora do presidente da estatal Eurides Mescolotto (PT), para prestar consultoria na área de planejamento estratégico. O serviço completo foi orçado em mais de R$ 78 mil.

A prestação de serviço é um elemento novo na rede que liga Mescolotto, Maria Solange, Filipe Salvatti Mescolotto, marido da consultora e filho de Eurides e da senadora Ideli Salvatti (PT) e, ainda, a consultoria Newfield Consulting.?

Essa história serve também para ajudar a entender por que os petistas defendem, com tanto ardor, a estatização ampla e irrestrita. Choram como viúvas apaixonadas a ?perda? das teles e da Vale, sonhando, é claro, com o número não só de empregos para os companheiros, mas principalmente com as oportunidades de negócios para os amigos dos amigos.

Os negócios feitos pela família da senadora Ideli e do sempre discreto e prestativo militante Mescolotto não são fato isolado nem ocorrência única, nas estatais. E também não é prática exclusiva do PT. Partidos da ?base? que se apropriaram de alguma sesmaria doada pelo governo também tratam de aproveitar o momento da forma que dá. São muitos os desvãos que permitem uma ajudinha aqui, outra contribuição ali. Afinal, se o governo é ?nosso?, por que o dinheiro público não haveria de ser?

a moeda esverdeada

A decisão da Justiça Federal, de manter em Porto Alegre o processo contra os indiciados pela operação Moeda Verde, da Polícia Federal, pode não ser tão favorável ao prefeito Dário Berger quanto tentava fazer crer (exercendo seu papel midiático defensivo), seu advogado.

Há quem entenda que a manutenção daquele foro seria indício que existe possibilidade de uma eventual denúncia de autoridade merecedora de tratamento especial. No caso, o prefeito. Se não fosse por isso, o processo poderia ser devolvido à primeira instância sem maiores discussões.

Mas, vejam bem, essa discussão é semelhante àquela que ocorre antes da rodada do campeonato: enquanto o jogo não tiver sido jogado, tudo não passa de especulação, de adivinhação. E depois, sempre há, sobre a cabeça dos tribunais, aquela frase atribuída ao Daniel Dantas: ?o que me preocupa é a primeira instância, lá pra cima a gente resolve?.

O tempo (e bota tempo nisso?) dirá.

Apenas mais uma grife

Depois de examinar o estatuto da Fundação que o governo LHS criou para manter e colocar em funcionamento a filial da Escola de Administração Pública francesa em Santa Catarina, fica-se com a impressão que toda a operação teve, unica e exclusivamente, o objetivo de adquirir a marca, a grife.

O que foi feito ali poderia ter sido feito sem a ENA. Qualificar a Esag, valorizar a Udesc, criar um programa respeitado de formação de servidores públicos, são competências que Santa Catarina poderia realizar com base em décadas de expertise no ensino superior. E, assentadas as bases desse ensino de qualidade, estabelecer inercâmbio internacional não só com a França, mas com diversos países onde existam especialistas de renome, seria fácil e relativamente barato.

Trazer a marca, instalar uma filial, demonstra um modo de pensar que nos diminui. Fossemos uma terra de gente atrasada, que precisasse queimar etapas, talvez a justificativa fosse mais fácil. Mas somos, como contraditoriamente o próprio governo LHS apregoa, ?um estado de excelência?. Em que suas Excelências parecem ignorar o valor do que têm diante dos olhos e ao alcance das mãos.

Já disse isso aqui a cada nova inauguração de filial de coisa estrangeira: não precisamos das grifes estrangeiras para vender nosso produto cultural. A criatividade, a originalidade, o esforço local têm, no mundo realmente moderno, um valor que as mentes provincianas não entendem, não conhecem e custarão muito para reconhecer.

Este caso da escola de administração pública é emblemático e creio que será estudado ainda por muitas décadas: tinhamos tudo para resolver, com recursos do próprio estado, o problema. E teríamos, em pouco tempo, mais uma experiência vitoriosa, pronta para exportar e inspirar gente de outros países. Mas preferimos macaquear a metrópole.

E não sei se vocês notaram um detalhe preocupante nos anúncios da ?Ena Brasil?: os ?ex-alunos? apresentados com orgulho, são políticos. Está nos dizendo, o governo LHS, em seu material publicitário, que criou uma escola para projetar políticos. Não oferece uma carreira no serviço público, mas uma carreira política. E a politização do serviço público, estamos cansados de saber, é a raiz de muitos de nossos males.

um PD no caminho do DC?

Um leitor mandou um registro do Diário Oficial do Ministério Público de Santa Catarina:

EXTRATO DE INSTAURAÇÃO DE INQUÉRITO CIVIL N. 06.2009.001935-7

COMARCA: Capital

PROMOTORIA DE JUSTIÇA: 28ª

INQUÉRITO CIVIL N.06.2009.001935-7

N. da Portaria de Instauração: 0235/2009/28ªPJ/CAP.

Data da Instauração: 17/8/2009

Partes: (representante) Anônimo; e (representado) A apurar.

Objeto: Construção de um estacionamento clandestino em Área Residencial exclusiva, em terreno localizado na Rua Luiz Costa Freysleben, Bairro Itaguaçu, nesta Capital.

Promotor: Rui Arno Richter

Segundo o leitor, a rua em questão fica nos fundos do prédio do Diário Catarinense. O terreno teria sido comprado pela RBS para servir de estacionamento para os diretores e convidados. ?Mas parece que esqueceram de consultar o Plano Diretor? será que vai ter matéria sobre o assunto no jornal do fim de semana??

Ô gente maldosa?

deolho19-minc-dilma

Conversinha hipotética entre o Ministro Minc (e) e a ministra/candidata Dilma.
Minc, vocês sabem, defende abertamente a descriminalização do uso da maconha.

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