• 09 dez 2009
  • Postado por Tiago

TRANSPARÊNCIA

PAVAN tá ou não tá?

O vice-governador Pavan deve ter passado uma noite tensa, esperando pra ver, hoje, se a PF o incluiu nos rolos dos empresários paranaenses ou deixou de fora.

Claro que, dentro da tal tríplice aliança, ninguém admite, mas alguns acompanham a novela com apreensão e outros, com alegria incontida, loucos para tirar um dos concorrentes do páreo.

Uma puxada de tapete agora, às vésperas de assumir o governo, vai sacudir o cenário da sucessão estadual, com reflexos ainda impossíveis de serem calculados.

Por enquanto, cautela e caldo de galinha é o que recomenda o bom senso para aqueles que podem ser atingidos, positiva ou negativamente, pelo capítulo de hoje.

os guarda-costas…

Os meios de comunicação são mesmo muito interessantes. Tem umas coisas que a gente não consegue entender, e outras que a gente não consegue explicar.

Por exemplo: o prefeito da capital é o Dário Berger (ex-PFL, ex-PSDB, por enquanto no PMDB). Foi ele que, junto com seu amigo de infância, LHS, decidiu o que se faria no Natal de Florianópolis.

É provável que o secretário de turismo tenha dado um ou outro palpite, mas certamente os maiores responsáveis por tudo de bom e de ruim que se encontre na extensa programação que vai infernizar por semanas o sono dos moradores da avenida beira-mar norte, são o Dário e o LHS.

Pois se a gente ler com atenção o noticiário, vai achar que o secretário Cavallazzi, do turismo municipal, é o único responsável. Eu mesmo já me peguei tratando-o como se a decisão de não licitar a árvore milionária e de trazer o tenor miliardário, tivessem sido dele.

Claro que ele pode ser considerado cúmplice, se algo de errado tiver ocorrido. Conivente, talvez. Mas não deve ser malhado como um judas fujão, enquanto os verdadeiros “culpados” ou “suspeitos” escapam ilesos e ficam só assistindo de longe.

O Dário tem prática disso: outro dia, em algum rolo relacionado com transporte (e a tal “mobilidade”), o vice-prefeito e secretário dos transportes levou várias cacetadas, que deveriam ser desferidas no cocoruto retórico do seu chefe.

É muito nobre, da parte dos subalternos, colocarem-se diante da bala assassina, da reprimenda feroz ou da palavra ferina. Mas completamente ineficaz do ponto de vista do aperfeiçoamento democrático: seus idolatrados chefes acabam não sentindo, na pele, a vontade do eleitor/contribuinte desgostoso ou desiludido.

Saem magoados o Cavallazzi, o João Batista, o Kanesel e tantos outros, enquanto são preservados e mantidos no pedestal das honras terrenas, os responsáveis pelos feitos e desfeitas que tanto nos irritaram, indignaram e embruteceram. Pra não dizer outras coisas.

Ontem publiquei uma foto do governador LHS sendo condecorado e esqueci de colocar o devido crédito: o fotógrafo foi o James Tavares, da SECOM.

governo itinerante

Também ontem lancei (de brincadeira, claro) um desafio: “responda rápido: onde o presidente Lula está neste momento?”

Pois não é que o The Flash, deu uma chegadinha no Brasil abraçou o Ronaldo e ontem já estava em Montevideo, no Uruguai? Agarradinho com o Chávez.

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