• 10 dez 2009
  • Postado por Tiago

deolho10-LHS-Pavan

Preocupações em dose dupla…

O Superior Tribunal de Justiça (STJ), informa a Folha, vai julgar ação contra governador de Santa Catarina por improbidade. É uma dos tempos em que ele ainda era prefeito de Joinville. A mesma que, uma semana atrás, anunciaram no Palácio que não ia dar em nada.

A decisão é da Corte Especial do tribunal superior ao analisar recurso do governador, que pedia que ação fosse extinta.

LHS, portanto, é mesmo um cara experiente. Tem moribundo se arrastando desde o tempo do opa. E a história do foro privilegiado atrapalha muito o lento arrastar do morto-vivo: quando o suspeito é prefeito, tem que se alojar nos escaninhos privilegiados. Daí, o cara deixa de ser prefeito, o proto-cadáver desce de lá e muda de necrotério. Aí o objeto do processo torna-se governador. Lá vai o molambento moribundo, cada vez mais pesado e com mais páginas amarelecidas se esfarelando, de novo para a prateleira de cima. Agora chegou ao STJ. Cansado, com fome e com sede.

Não estamos muito preocupados com o desfecho desse caso, até porque, pra todos os efeitos, o suspense criado com o novíssimo enrosco do Pavan, nem deixa a gente prestar atenção em outra coisa. Mas não deixa de ser interessante, ver o governador e o vice às voltas com moribundices galopantes?

O verão dA IMOBILIDADE?

Olha só o trechinho inicial de um texto distribuído ontem pela Câmara de Vereadores de Florianópolis:

?Governo estadual admite que mobilidade será o grande desafio neste verão em SC

A maior das preocupações das autoridades estaduais quanto ao desempenho da temporada de verão 2009/10 em Santa Catarina não é o tempo, embora seja fundamental também, mas sim a mobilidade dos 4 milhões de turistas esperados, que deverão encontrar dificuldades no transito de rodovias, avenidas e ruas das principais cidades, admitiu hoje (09/12) o secretário estadual de Turismo, Cultura e Esporte, Gilmar Knaesel, ao participar da ultima reunião do ano do Fórum de Parlamentares de Câmaras Municipais da Grande Florianópolis, na sede do Legislativo da Capital.?

O governo LHS, do qual o secretário Knaesel faz parte, está no poder desde 2003. Boa parte desse tempo, teve, na prefeitura da capital, um aliado do tipo ?unha e carne?. Mas o discurso, me parece, é de político marciano, recém chegado ao planeta terra.

E está lá a certa altura, uma quase queixa: ?Gilmar Knaesel não escondeu a preocupação quanto a infraestrutura urbana de muitas cidades turísticas, principalmente Florianópolis, com o iminente de registro de enormes congestionamentos de transito?.

E como se o problema não tivesse nada a ver com o governo do qual ele (embora tenha esquecido) faz parte, meio que lavando as mãos, disse: ?O que o governo do Estado tinha para fazer no sentido de atrair o turista para cá, fez o quanto pôde?.

Também se esquece o secretário que, se a renúncia fiscal que abasteceu seus fundilhos milionários tivesse sido mais cautelosa, o tesouro estadual talvez tivesse um pouco mais de recursos para investimentos em, quem sabe, algum projeto de? mobilidade.

os palhaços sOmos nÓs!

Começa hoje às 9h, na Câmara dos Deputados, em Brasília, o 1º Seminário dos Palhaços Brasileiros. Sério. Podem perguntar pro deputado João Matos (PMDB), que, com outros três parlamentares assumiu a iniciativa do troço. Os palhaços pretendem obter a regulamentação da atividade e a criação de um projeto de lei que permita a aposentadoria dos palhaços.

Nada supreendente, uma vez que já está mais que comprovado que somos o país da piada pronta (suplantando, em larga medida, Portugal e Paraguai). E, piadas à parte, extremamente oportuna a medida, encaminhada pelo ínclito deputado da vala do Itajaí. Vai beneficiar alguns milhões de pessoas. Afinal, tecnicamente, todos os contribuintes/eleitores já podem ser considerados palhaços profissionais. Nada mais justo que recebam algum benefício pela atividade.

MP também TÁ na árvore!

O Ministério Público de Santa Catarina entrou ontem com uma ?ação cautelar inominada preparatória à ação civil pública, requerendo ao Judiciário que determine a suspensão do contrato n° 1056/09, firmado entre a Prefeitura Municipal de Florianópolis e a empresa Palco Sul Eventos Ltda.?.

Justamente, aquele cujo objeto é a ?criação, execução, montagem e desmontagem de Árvore de Natal com aproximadamente 60 metros de altura e estrutura em alumínio, fabricada para suportar em total segurança adversidades climáticas?, no valor de R$ 3.700.000,00.

A ação também requer a imediata suspensão dos pagamentos pendentes à empresa contratada.

A coisa tem várias irregularidades, com suspeitas de todo tipo. Pra começar, não fizeram licitação porque disseram que só a Pal(no)co Sul podia fazer o troço. E aí o serviço foi terceirizado para outras empresas. Depois, a prefeitura (com o governo LHS por trás) pagou R$ 3,7 milhões e a Pal(no)co Sul pagou pra quem fez o serviço, menos da metade.

Parece piada.

E ainda chamam a coisa toda de ?O maior Natal do Brasil?. Dá uma olhada no site ?www.omaiornataldobrasil.com.br? pra ver.

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Patrocinio natal

DINHEIRO PÚBLICO MESMO

Por falar nisso, que coisa mais estranha que é esse tal site da árvore.

Além de ter páginas ?em construção?, que é uma das coisas mais anti-modernidade que existe, tem páginas com tijolões de texto que até desanimam.

E, pra completar, informa, com todas as letras, que um dos patrocinadores é o Funturismo. E isso, caros amigos, desmente totalmente o secretário sem noção que pretendeu fazer-nos crer que não havia dinheiro público naquela esquisita sucessão de eventos que resolveram rotular (mentirosamente) de ?o maior natal do Brasil?.

Ah, e a questã da altura da árvore. O secretário sem noção teve o desplante de dizer que quando a prefeitura se refere a uma árvore de 60m, estava se referindo a alguns metros acima do solo e outros tantos abaixo do solo. Só que, no mundo todo, ?altura? é medida a partir do solo.

?Equivalente a um prédio de 20 andares? está escrito lá, no site, na propaganda oficial! E pra isso faltam uns 17m.

Fico muito injuriado de ser tratado como imbecil por aqueles a quem meus impostos pagam o salário. Cáspite!

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